Marcas já podem vender artigos direto pelo Instagram

Por Felipe Demartini | 19 de Março de 2019 às 12h39
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Após meses de experimentações, comentários e indicações, o Instagram finalmente lançou sua própria plataforma de vendas. A ideia é que, a partir de agora, usuários possam adquirir produtos vistos nas imagens com poucos cliques e diretamente pela rede social, sem a necessidade de seguirem para as lojas oficiais das marcas para cadastro e pagamento.

A novidade que estreia nesta terça-feira (19) vale para usuários americanos, mas ainda está restrita a 20 grandes marcas do setor de vestuário, como Nike, Zara, Michael Kors e Burberry. A ideia da rede social é liberar a plataforma para todos os usuários dos Estados Unidos nas próximas semanas, servindo, mais ou menos, como o sistema de marketplace do Facebook, de onde vem uma clara inspiração.

O PayPal será o operador de pagamentos da nova funcionalidade. Enquanto isso, o Instagram vai armazenar as informações de cartão de crédito e endereço para facilitar as compras, além de levar uma parcela não divulgada de todas as vendas. O objetivo final é tornar o processo de compras simples e rápido, envolvendo apenas alguns cliques na tela e sem a necessidade de saída do ambiente da própria rede social.

As compras podem ser feitas diretamente pelo Instagram, sem a necessidade de ir aos sites das marcas ou lojas (Imagem: Divulgação/Instagram)

A necessidade de transformar o Instagram em um vetor de compras vem de números e também da própria experiência de Ashley Yuki, executiva de produtos da rede social. De acordo com ela, 130 milhões de pessoas passam todos os meses pelas ferramentas de exibição de produtos à venda do aplicativo, um número em amplo crescimento, mas que nem sempre se converte em vendas. Para ela, o processo de sair do aplicativo, abrir um site e preencher dados a partir do celular, em páginas nem sempre otimizadas ou em uma conexão móvel, acaba fazendo com que muita gente desista.

Com poucos toques e uma interface confiável, entretanto, tudo muda e a ideia é que os usuários não apenas comprem mais, mas também continuem contribuindo para as receitas da plataforma. Como dito, a porcentagem do Instagram a cada venda não foi revelada, mas levando em conta um total de mais de 100 milhões de usuários interessados em compras na plataforma, o montante é bastante considerável.

Além disso, é claro, a movimentação auxilia nos algoritmos da empresa e fomenta sua exibição de anúncios. Da mesma forma, o sistema de vendas do Instagram também deve evoluir para que marcas, e depois usuários, possam promover publicações com produtos para negócio, o que, novamente, amplia as receitas e o rol de monetização da rede social.

Justamente por isso, a ideia, por enquanto, é manter a interface de vendas dentro do próprio aplicativo comum do Instagram, mas a empresa não nega a possibilidade de lançar um software exclusivo para isso no futuro. De acordo com Yuki, no momento o objetivo é tornar a experiência semelhante a de um shopping, em que o usuário pode andar (ou, neste caso, navegar) por lojas e comprar produtos individualmente sem a necessidade de acessar diferentes sites ou baixar vários aplicativos.

Por enquanto, o anúncio e o recurso funcionam somente nos Estados Unidos e para lojas e usuários de lá. Não existem informações sobre expansão internacional.

Fonte: Recode

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