Mais um pra lista: assassinato de idoso é transmitido ao vivo pelo Facebook

Por Redação | 17 de Abril de 2017 às 16h18
photo_camera Divulgação

No último domingo (16), o usuário do Facebook Steven Stephens, de 37 anos, transmitiu um assassinato ao vivo pela rede social. Segundo comunicado da polícia de Cleveland, nos Estados Unidos, o homem havia feito uma publicação revelando que gostaria de matar alguém pouco antes do crime. De acordo com as investigações, a vítima foi escolhida ao acaso: Robert Godwin, de 74 anos, foi morto com um tiro enquanto andava pela cidade.

No vídeo, que já foi removido pelo Facebook, Stephens dizia “encontrei alguém que eu vou matar, esse sujeito aqui, esse velho”, e pediu que o senhor pronunciasse o nome de sua ex-namorada, Joy Lane, afirmando que ela era a razão para o homicídio, antes de atirar. Aparentemente, Stephens não aceitava o final do relacionamento e por isso tinha a intenção de cometer uma série de assassinatos.

Após a repercussão da transmissão, o Facebook emitiu uma declaração sobre o caso, dizendo que o vídeo não foi transmitido ao vivo, e sim carregado para o feed de notícias. De qualquer forma, Stephens postou mais dois vídeos em que alegava ter cometido outros assassinatos, ameaçando a cidade ao dizer que iria "matar tantas pessoas quanto fosse capaz".

Durante a declaração, um porta-voz do Facebook garantiu que não há tolerância para esse tipo de situação. "Este é um crime horrível e não permitimos esse tipo de conteúdo no Facebook. Trabalhamos duro para manter um ambiente seguro no Facebook e estamos em contato com a polícia para situações de emergência quando há ameaças diretas à segurança dos usuários."

Embora a política do Facebook proíba conteúdos que incitem a violência, o caso mostra que a rede social ainda tem um grande caminho pela frente para conseguir monitorar as publicações dos usuários. Na semana passada, uma reportagem mostrou que mesmo posts de ódio e de pornografia infantil continuam circulando pela plataforma, o que tem gerado polêmica, inclusive, no meio judiciário.

Via TechCrunch, El País