LinkedIn lança o Elevate, app de conteúdo e gerenciamento de mídias sociais

Por Redação | 13 de Abril de 2015 às 09h09

Pouco a pouco, o LinkedIn começa a expandir seu território e anseia ser mais do que apenas uma rede social focada na obtenção de novas propostas de trabalho e contatos profissionais. Nesta segunda-feira (13), a empresa está lançando o Elevate, um aplicativo que vai permitir aos usuários o gerenciamento de mídias sociais, além de dar opções de conteúdos interessantes para serem lidos e compartilhados com sua rede de seguidores.

Ainda em fase de testes, a solução será paga e está disponível para iOS e Android. Por enquanto, apenas um pequeno número de usuários tem acesso à novidade, que também possui integração com apenas duas plataformas – o Twitter e o próprio LinkedIn, claro. Grandes empresas, como Unilever e Adobe, participam do experimento para ver se o app funciona antes do lançamento geral que deve acontecer no terceiro trimestre deste ano, quando a companhia também deve revelar o preço e os planos de pagamento.

Basicamente, dá para pensar no Elevate como um concorrente indireto do Hootsuite, uma das principais ferramentas da atualidade para gerenciamento de mídias sociais. Por meio do aplicativo, os usuários podem programar todo o calendário de publicação nas mais diversas redes, além de observar de forma clara o cronograma de publicações e o alcance de cada uma delas.

Elevate

A diferença aqui, claro, é que a solução do LinkedIn é focada, justamente, em conteúdos relacionados ao mercado de trabalho, administração e assuntos profissionais. Por meio de uma curadoria automática, baseada em algoritmos e startups adquiridas pela companhia, além, é claro, de escolhas humanas, o sistema será capaz de conhecer seus usuários e indicar textos e vídeos que não apenas têm a ver com o interesse de cada um, mas também com o público que desejam atingir.

A ideia é suprir a lacuna de postagens próprias com conteúdos interessantes, de forma a manter as redes sociais sempre movimentadas e os usuários constantemente engajados, mesmo quando não se está trabalhando. Além disso, logicamente, a análise de métricas e possibilidade de fixar objetivos fazem parte do pacote, com o Elevate auxiliando no processo de gerenciamento de redes.

Além disso, a plataforma também tem sua utilização voltada para o usuário final, ajudando-o a se tornar o que o LinkedIn chama de “profissional social”. Para esse tipo de usuário, a curadoria de conteúdo serve para que ele se mantenha atualizado quanto a tópicos de interesse, como vagas e notícias do mercado, além de assuntos específicos. Filtros podem ser criados para acompanhamento de nichos específicos, como “vagas para mulheres em empresas de engenharia”, ou “campanhas de diversidade no mercado de trabalho”.

Conexão interna

Além disso, o Elevate vem com a ambição de tornar os próprios funcionários de uma empresa mais conectados a ela. De acordo com estudos internos, apenas 2% dos trabalhadores costumam compartilhar publicações e postagens das companhias em que trabalham nas contas pessoais, mostrando uma desconexão entre os âmbitos particular e corporativo que pode parecer preocupante.

Por isso, indicando que também pode contar com planos de assinatura que contemplem os trabalhadores, o LinkedIn promete trabalhar com curadorias internas de forma a incentivar as corporações a trabalharem mais as redes sociais e os funcionários a lerem tais postagens. A ideia é divulgar trabalhos internos não apenas dentro das próprias empresas, mas também fora delas para atrair mais interesse de potenciais funcionários e, também, intensificar a presença online.

Elevate

No final das contas, de acordo com testes internos, os resultados foram mais conexões e contatos. Segundo o LinkedIn, para cada seis conteúdos corporativos compartilhados em seus perfis, os usuários obtiveram duas novas conexões e dez vezes mais visualizações em seus perfis. Para a rede social, temos aqui uma iniciativa que ajuda a todos: as empresas ficam mais conhecidas e seus funcionários têm novas portas abertas para si.

Quando estiver disponível, o Elevate poderá ser baixado por qualquer um, mas, claro, apenas utilizado por aqueles que realizarem o pagamento. Para o LinkedIn, entretanto, a grande casada aqui não é apenas a obtenção de uma nova linha de faturamento, mas também a criação de uma rede completamente nova que, se vingar, promete fidelizar usuários tanto quanto a própria rede social.

Fontes: LinkedIn, TechCrunch

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