Hilary Clinton e sua candidatura à presidência dos EUA anunciada pelo Twitter

Por Redação | 13 de Abril de 2015 às 08h36

Nada de grandes eventos, coletivas de imprensa ou pronunciamentos televisivos – o Twitter foi a ferramenta escolhida por Hillary Clinton para anunciar sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. De olho nas eleições de 2016, ela revelou sua campanha por meio de uma mensagem na tarde deste domingo (12), após um e-mail enviado a apoiadores ter estragado a surpresa, que seria revelada nesta semana.

Apesar de agora ser oficial, não é como se a notícia já não fosse esperada pela imprensa e analistas políticos americanos. A presença de Clinton no governo – primeiro como senadora e depois como secretária de estado – já era bastante grande para que ela permanecesse nos holofotes e, inclusive, fosse cotada como uma possível primeira presidenta dos EUA. Com a aproximação do fim do mandato de Barack Obama, para muitos parecia óbvio que ela seria a escolha do Partido Democrata para a cadeira.

A confirmação veio, porém, logo após o almoço de domingo quando John Podesta, ex-conselheiro de Obama e chefe de gabinete de Bill Clinton, enviou uma mensagem aos apoiadores de Hillary da eleição de 2009 para o Senado anunciando a candidatura. Prometendo um evento oficial para esta semana, ele disse que a candidata já deve começar a falar diretamente com seus eleitores em potencial, entrando em contato também com os apoiadores. Não demorou, claro, para que o e-mail chegasse às redes sociais.

Horas depois, por meio de sua conta oficial no Twitter, a própria Hillary Clinton anunciou sua candidatura, revelando o logo para a empreitada e também o site oficial. Podesta, acredita-se, será o chefe de sua campanha, que conta com elementos visuais que não foram necessariamente aceitos pelo público, mesmo aqueles com tendências democratas e que acharam o anúncio uma boa ideia.

No próprio Twitter, por exemplo, já se acumulam críticas quanto a cara de “empresa de transportes” do logo. Outros chamaram atenção para o fato de, na imagem, existir uma seta vermelha para a direita, apontando para o nome da candidata, uma mistura de sinais e símbolos de orientações distintas que podem acabar confundindo a cabeça daqueles que gostam de pensar um pouco mais nas entrelinhas.

E, apenas 15 minutos depois, como normalmente acontece com redes sociais, o Twitter já estava em massa mostrando seu lado nessa história toda. Rapidamente, a hashtag #WhiImNotVotingForHillary (Porque não vou votar em Hillary, em inglês) começou a ganhar força, com críticas à sua posição política, aos elementos visuais de sua campanha e, claro, menções a escândalos, como os que envolveram o próprio Bill Clinton, por exemplo.

Sobre o assunto, claro, a campanha de Hillary não se pronunciou. Com pontapé inicial ainda marcado para esta semana, a corrida presidencial nos Estados Unidos teve um começo precoce. Estamos a mais de um ano do dia das votações e, pelo que parece, a briga até lá promete ser bem quente.

Fonte: TechCrunch

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