Google, Facebook e outros precisam assumir responsabilidade social, diz Obama

Por Felipe Demartini | 28 de Fevereiro de 2018 às 18h30
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Google

Em um discurso feito a portas fechadas para empresários e empreendedores, o ex-presidente americano Barack Obama exibiu preocupações quanto à falta de responsabilidade social exibida pelas empresas de tecnologia e redes sociais. Citando nominalmente a Google, Facebook e o Twitter, ele afirmou que tais companhias precisam ter consciência de seu impacto na cultura atual e, principalmente, que todo esse poder pode ser utilizado para o bem ou para o mal.

Em seus comentários, ele disse que as plataformas tem um amplo potencial para disseminação de informações. Ao mesmo tempo, esse mesmo aspecto também pode ser usado pelos terroristas do Estado Islâmico, neonazistas e todo tipo de indivíduo com intenções malignas, capazes de perverter essa dinâmica para que sirvam aos interesses próprios.

Obama deu ênfase, em seu comentário, à Google e ao Facebook, taxando as empresas como o duopólio mais importante em termos de comunicação e influência. Para o ex-presidente dos EUA, as companhias precisam entender melhor sua responsabilidade para que balanceiem o interesse público com seus próprios interesses comerciais, de forma que um não entre no caminho do outro.

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A situação se torna ainda mais perigosa quando a mídia está envolvida. Mais uma vez, ele citou o poder de influência das redes sociais e o associou não apenas às fake news, mas também às diferentes abordagens que são dadas por veículos de imprensa nos Estados Unidos. Da mesma maneira que bots e agentes russos podem manipular discussões e opiniões, o mesmo vale para as fontes de informação, capazes de falar de um mesmo assunto de maneiras completamente diferentes.

Nesse ensejo, disse Obama, é difícil ver como a democracia pode funcionar no longo prazo. Apesar disso, o político descartou a possibilidade de regulação, afirmando que esse não é o tipo de sociedade em que deseja viver. No lugar de medidas desse tipo, ele volta a apontar na direção da conscientização das empresas de redes sociais e tecnologia como agentes de mudança na cultura e sociedade.

Soa curioso o fato de as palavras de Obama sobre redes sociais e conscientização terem sido ditas em um discurso que, em teoria, não deveria ter vindo a público. A mídia não teve acesso à conferência, enquanto os participantes se comprometeram a não realizarem gravações nem reportarem publicamente o que foi dito. Na internet, como todos sabemos, essa é uma medida difícil de ser mantida.

Fonte: Recode

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