Famílias processam Facebook em US$ 1 bi por cooperar com terroristas

Por Redação | 11.07.2016 às 17:55
photo_camera Divulgação

Cinco famílias estão movendo uma ação contra o Facebook alegando que a rede social proporcionou apoio ao grupo Hamas em ataques terroristas que vitimizaram várias pessoas em Israel entre os meses de junho de 2014 e março de 2016. A ação cita a lei de 1992 contra o Terrorismo, que proíbe qualquer empresa e corporação norte-americana a fornecer qualquer ajuda a grupos terroristas e seus líderes.

As famílias que tiveram familiares mortos em um dos ataques realizados em Israel neste período estão pedindo pelo menos US$ 1 bilhão em danos. A ação foi encaminhada oficialmente nesta manhã (11) ao tribunal federal de Nova York pela Shurat Hadin-Istael Law Center, que está representando as cinco famílias que se sentem lesadas e se propôs a defender legalmente os direitos civis relacionados a organizações terroristas e regimes autoritários em todo o mundo.

Apesar do alto valor pedido pelas famílias das vítimas, a advogada Nitsana Darshan-Leitner, que está a frente da ação, afirma que o processo "não deve surpreender o Facebook, que tem provido com conhecimento sua plataforma social e serviços ao Hamas, a seus líderes e afiliados durante anos, apesar das repetidas queixas e advertências de que não deveria fazê-lo". A advogada declara ainda que a rede social de Mark Zuckerberg "deve ser responsabilizada por seu papel em facilitar a atividade terrorista do Hamas, incluindo os atos de terrorismo que resultaram em feridos e vítimas fatais nesta ação".

O processo ainda deixa claro que o fato do Hamas, considerado um grupo terrorista por Israel, União Europeia, Estados Unidos e outros países, possuir "contas ativas no Facebook e utilizar o site como uma plataforma para difundir sua propaganda e sua incitação à violência" comprovam a culpa que a rede social possui nos ataques terroristas realizados pelo grupo.

As redes sociais tem utilizado a seção 230 da Electronic Frontier Foundation, que defende os direitos dos usuários da web, para se defenderem de acusações similares. De acordo com a seção, essas acusações devem ser movidas contra influenciadores ou autores que disseminam conteúdo relacionado ao terrorismo e não contra os publicadores. No entanto, há duas semanas vários ministros do governo israelense denunciaram o uso de redes sociais para promover uma investigação contra o país, o que levantou a possibilidade de limitar o acesso às redes sociais no território ocupado da Cisjordânia.

Via ArsTechnica