Fake news seguem disseminadas no Facebook por meio de imagens e memes

Por Patrícia Gnipper | 09 de Abril de 2018 às 16h10
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Facebook

A maior rede social da atualidade, junto às demais grandes plataformas, vem se esforçando recentemente para combater as notícias falsas que são espalhadas por ali. Entre as iniciativas anunciadas pela empresa de Mark Zuckerberg, está a parceria com uma agência especializada em checagem de fatos, além da criação de uma ferramenta que valida o autor de conteúdos, a fim de dar mais credibilidade ao que esses usuários certificados compartilham na rede.

Contudo, tudo isso parece estar sendo feito para verificar a veracidade de informações em texto, incluindo links de notícias externas, deixando conteúdos compartilhados por meio de imagens (e memes) de lado. Na última semana, por exemplo, rolou pelo Facebook uma "zoeira" estrelando Zuckerberg, que teve mais de 2 mil compartilhamentos e pelo menos 85 mil comentários. A imagem foi publicada por uma página chamada "The Conservative Rebel" (ou "O Rebelde Conservador"), dizendo que Mark inventou o termo "BFF", e pedindo para que os seguidores escrevessem "BFF" nos comentários. Se o comentário aparecesse em verde, significaria que sua conta está protegida. Do contrário, a conta do usuário estaria vulnerável e seria necessário trocar sua senha.

(Reprodução: Fast Company)

Este é somente um exemplo de fake news sendo disseminadas no Facebook por meio de imagens, que passam mais facilmente pelos radares da rede social. Para piorar a situação, se alguém tenta denunciar esse tipo de imagem, simplesmente não há uma categoria específica na denúncia para avisar a equipe da plataforma de que aquilo se trata de fake news, ainda que não contenha ofensas, discurso de ódio ou imagens fortes que nitidamente vão contra as políticas de uso do Facebook.

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Sendo assim, a probabilidade de esse tipo de informação falsa ser barrada pelos sistemas automatizados de checagem de denúncias acaba sendo menor, sendo esta uma investida dos disseminadores de informações falaciosas para driblar a corrida do Facebook contra as fake news.

Fonte: Fast Company

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