Facebook volta a permitir apps para grupos na rede social

Por Wagner Wakka | 04 de Julho de 2018 às 15h29
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O Facebook voltou a permitir, nesta quarta-feira (4), que desenvolvedores possam publicar apps voltados à utilização em grupos na rede social. A empresa havia retirado esta possibilidade, em maio deste ano, pouco tempo após o escândalo do Cambridge Analytica. A retirada tinha como objetivo impedir que desenvolvedores tivessem informações de usuários dentro dos grupos.

Com a mudança, o Facebook limitou o acesso de desenvolvedores à API voltada para grupos na rede. Com isso, ao submeter um app para a plataforma, o programa agora precisa passar por uma aprovação humana, na qual se retira o acesso a dados básicos dos usuários no grupo, como foto de perfil e nomes.

Após esta análise, o Facebook voltou a permitir que apps pudessem novamente ser usados nesta parte da rede social. Quem notou esta ação foi o site TechCrunch, que percebeu que há um browser para administradores adicionarem e removerem apps nos grupos, mas apenas os que constam na lista de aprovados previamente pelo Facebook.

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Segundo o que informou a rede social ao site, esta movimentação faz parte de uma série de medidas já anunciada em abril, quando a empresa disse que passaria a limitar o acesso de desenvolvedores.

Nos últimos meses o Facebook revisou o acesso de todos os apps para usar a API. Os programas que estão de volta aos grupos foram os que passaram por este processo de revisão e estão dentro da políticas da rede social.

Desde que o Facebook anunciou, no começo do ano, que passaria a privilegiar posts mais pessoais na timeline de usuários, empresas, marcas e até pequenos produtores passaram a usar os grupos como principal ferramenta de contato com seus clientes. Já com mais de 1 bilhão de grupos criados na rede social, não é de se espantar que o Facebook mesmo queira morder uma fatia deste engajamento.

Por exemplo, a empresa lançou em junho deste ano uma ferramenta para administradores criarem conteúdos exclusivamente pagos, com acesso restrito somente a assinantes. A ferramenta oferece um leque de cobranças que pode ir de US$ 4,99 até US$ 29,99 para que o usuário acesse um conteúdo exclusivo daquele local.

Caso um administrador queira adicionar ou remover um app em seu grupo, basta acessar o link de configurações da rede social.

Fonte: TechCrunch

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