Facebook vence e usuários não conseguem processar a rede social por uso de dados

Por Redação | 06.09.2016 às 22:05
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O Facebook venceu na Justiça dos Estados Unidos uma tentativa de processo vindo de um grupo de usuários que alega que a companhia forneceu ilegalmente suas informações pessoais para anunciantes. O juiz Ronald M. Whyte, da Califórnia, determinou que essas pessoas não tinham muito em comum para prosseguir com uma ação de classe.

Os usuários acusaram a rede de Mark Zuckerberg de “automaticamente e clandestinamente” revelar a seus anunciantes informações sobre seus perfis quando eles clicaram em anúncios surgidos no feed de notícias. Segundo eles, essas informações incluíam como eles estavam usando a rede social, o que seria “contrário às promessas explícitas de privacidade do Facebook”.

Whyte já havia rejeitado o caso em 2011, mas um tribunal de apelações reverteu a decisão, devolvendo o processo ao tribunal inferior para avançar no quesito quebra de contrato e fraude. Em junho, o mesmo juiz rejeitou um pedido do Facebook para dispensar o novo caso, concordando que uma das requerentes podia conseguir provar que a rede social quebrou seu contrato de privacidade, mas acabou decidindo na última sexta-feira (2) em favor do Facebook, concluindo que o processo tinha muitas “perguntas individualizadas” para seguir como uma ação de classe.

Processos desse tipo, relacionados à violação de privacidade na rede social mais popular do mundo, têm fracassado em sua maioria porque os demandantes acabam não conseguindo mostrar como exatamente suas informações pessoais foram divulgadas a terceiros sem sua permissão, falhando também ao demonstrar o quanto essa suposta violação os teria prejudicado.

Fonte: Bloomberg