Facebook vai detectar novas gírias antes delas se tornarem populares

Por Redação | 09 de Março de 2016 às 08h21
photo_camera Divulgação

O Facebook quer descobrir novas gírias legais antes que elas caiam na boca do povo e já tem a ferramenta necessária para isso. A companhia obteve, em fevereiro deste ano, o registro de patente da tecnologia que será capaz de varrer a rede social em busca de termos e apelidos para, depois, criar uma espécie de “glossário social” com tudo. Falando de forma mais específica, a ferramenta vai vasculhar tudo o que está no Facebook, incluindo postagens, comentários e mensagens, a fim de encontrar neologismos.

Com isso, eles esperam identificar algumas palavras que já são utilizadas por alguns grupos, mas ainda não se tornaram tão populares. Ou seja, a ideia é conhecer esses termos em sua origem, no habitat no qual eles se formam. Segundo os documentos publicados no órgão de registros e patentes do governo dos Estados Unidos, o sistema vai trabalhar em torno de sete passos básicos. São eles:

  • Descobrir novos termos textuais;
  • Determinar se o termo não é associado a nenhum significado conhecido;
  • Determinar se o termo poderia ser adicionado a um glossário;
  • Adicionar o termo ao glossário;
  • Abastecer o glossário com informações para funções de rede social;
  • Receber um feedback a respeito dos termos no glossário social;
  • Remover termos obsoletos do glossário.

Em suma, é possível perceber que a avaliação do glossário social do Facebook consiste desde o passo mais inicial, que é detectar o uso de novos termos e frases, passando pelo abastecimento de informações sobre ele e também por uma manutenção permanente dos neologismos armazenados, e, por fim, desembocando no descarte de termos que não são mais utilizados.

De olho em tudo

O software caçador de neologismos do Facebook vai trabalhar bastante, afinal ele ficará de olho em “gírias, termos artísticos, siglonimizações, abreviações, acrônimos, nomes, apelidos, palavras e frases ressignificadas ou qualquer outro tipo de palavra ou frase inventada”, conforme revela o documento da patente disponível na web.

A razão pela qual o Facebook está interessado neste tipo de informação não foi revelada oficialmente, mas é fácil de ser imaginada. Como a página é visitada por mais de 1 bilhão de pessoas todos os meses e o grande volume de informação compartilhada, é provável que os dados obtidos por meio deste software sirvam para aprimorar programas de texto com termos que ainda não existem nos dicionários. E se há um lugar em que a variação linguística mais se apresenta na atualidade, com a criação de novas palavras e ressignificação de termos já existentes, este é o Facebook.

Fontes: UPSTO, Business Insider

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