Facebook vai consultar usuários sobre compartilhamento de orientação sexual

Por Felipe Demartini | 18 de Abril de 2018 às 11h44
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Uma função normalmente ignorada por muitos usuários, presente desde os primórdios do Facebook, vai ganhar importância especial nas próximas semanas. Com a aplicação de novas regras de privacidade e proteção de dados na Europa, a rede social voltará a questionar os usuários sobre o compartilhamento de sua orientação sexual na plataforma, permitindo que eles ocultem essa informação caso desejem.

Se você está se perguntando como o Facebook sabe disso, saiba que essa informação, provavelmente, foi fornecida por você, mesmo sem perceber. Está lembrado da opção “interessado em”, que permite escolher entre homens e mulheres? Pois é, é dela que estamos falando, e é essa uma das características abrangidas pela Regulação Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), que acabará resultando em uma mudança na atuação global da rede social.

Um dos termos do conjunto de regras tem a ver com o compartilhamento de informações sensíveis, da qual a orientação sexual também faz parte. Por isso, ao longo das próximas semanas, a rede social exibirá notificações no topo da linha do tempo pedindo a todos os usuários que revisem o preenchimento de alguns dados e também as opções de privacidade relacionadas a eles, dando seu consentimento para o compartilhamento ou não dessas informações.

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Usuários deverão dar consentimento expresso para o compartilhamento de certas informações no Facebook (Imagem: Divulgação/Facebook)

Além da orientação sexual, fazem parte dessa onda dados como a posição política e alinhamento religioso, que poderão ser atualizados por aqueles que nem se lembram da existência deles. Além disso, claro, será possível controlar a privacidade de tais dados, compartilhando-os somente com amigos, por exemplo.

Outro reflexo da passagem do ato é o retorno do reconhecimento facial à Europa, território onde a função que sugere automaticamente marcações em fotos estava desativada desde 2012 justamente por questões relacionadas à privacidade. Agora, os usuários também serão perguntados sobre a aplicação da tecnologia, para a qual também precisarão dar consentimento expresso.

Além disso, as mudanças se aplicam a uma maior transparência na forma como o Facebook coleta dados para fins de publicidade e, também, alternativas mais fáceis para download de informações de perfis ou para apagá-las caso o usuário deseje deixar a plataforma. Tais aspectos, entretanto, ainda não foram revelados em detalhes pela empresa, que disse pretender falar mais sobre esse assunto no futuro próximo.

As primeiras mudanças, entretanto, começam a ser aplicadas ainda nesta semana. A ideia é começar pela Europa, mas rapidamente utilizar os mesmos critérios em todo o mundo, também em preparação a outras legislações sobre privacidade da informação que possam estar sendo preparadas em mais territórios.

Fonte: Business Insider

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