Facebook remove 22 páginas associadas a Alex Jones

Por Felipe Demartini | 06 de Fevereiro de 2019 às 14h28
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O Facebook anunciou a remoção de mais 22 páginas relacionadas ao conspirador Alex Jones. Os espaços não eram administrados diretamente por ele, mas estavam ligados às ideias divulgadas pelo criador do Infowars. Os banimentos estão relacionados a novas medidas implementadas em janeiro pelo Facebook, que fechou o cerco sobre usuários banidos que tentem manipular o sistema para ampliar o alcance de suas publicações.

Originalmente, administradores banidos da rede social por irem contra as políticas da empresa já eram proibidos de criar novas páginas com as mesmas temáticas. Com a atualização de janeiro, eles também não podem mais transformar espaços antigos e modificar títulos, imagens e tópicos abordados neles, uma prática bastante usada por aqueles que sabiam estarem indo contra as regras. A criação de “backups” era comum e, em janeiro, foi abordada diretamente pelo Facebook.

Os banimentos ligados a Jones e ao Infowars fazem parte de um total de 89 páginas retiradas do ar nesta semana pela rede social, todas pela mesma violação. A notícia também marca a primeira vez que a empresa aplica as novas regras em grande escala desde a implementação delas, no final de janeiro, mas, como sempre, sem dar muitos detalhes sobre o que levou à identificação dos administradores e de seus espaços como similares a outros já banidos.

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Entre as teorias da conspiração mais famosas promovidas por Alex Jones está a ideia de que o massacre de Sandy Hook teria sido realizado por atores contratados e acusações de que a elite de Hollywood e Washingtoon seria responsável pela administração de círculos de pedofilia. Em agosto, quando baniu as páginas do Infowars e relacionados, o Facebook associou tais alegações a uma escalada no abuso e casos de violência real.

Títulos e postagens similares, bem como alterações bruscas de conteúdo e temática reportadas pelos usuários, entretanto, estão entre os artifícios usados pela rede social para identificar esse tipo de comportamento. A ideia é que os flagrados estariam usando páginas com alto número de seguidores para recuperar parte de seu alcance, perdido após um grande banimento realizado em agosto, quando o Infowars foi varrido da rede social.

Esse ato também serviu como medida para identificação das remoções de agora. De acordo com o Facebook, enquanto Jones não era o administrador dos 22 espaços retirados do ar, outros responsáveis por eles estavam ligados às páginas banidas em agosto, o que fez com que todos entrassem no pente fino da rede social, que busca ativamente por irregularidades e manipulações de suas regras.

Apesar de não ter falado em números específicos, o Facebook disse ainda que as mais de 80 páginas removidas tinham como origem apenas dois países: os Estados Unidos e o Brasil. As identidades dos responsáveis, títulos e temas dos espaços retirados do ar também não foram revelados pela empresa.

Fonte: CNN

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