Facebook registra patente para rastreamento de câmeras de celular

Por Redação | 22.09.2015 às 12:57

Uma nova tecnologia registrada pelo Facebook pode dar ainda mais ferramentas de identificação para o Facebook, e adicionar ainda mais gasolina à fogueira das possíveis invasões de privacidade operadas pelo serviço. De acordo com uma patente submetida em janeiro e aprovada nesta semana pelo governo dos EUA, a empresa trabalha em um sistema capaz de rastrear imagens produzidas com uma determinada câmera de celular.

No sistema, a rede social atribuiria IDs específicas para os aparelhos por meio de metadados, pixels criados com a captura e outros atributos. Na sequência, uma associação seria feita entre as imagens produzidas e o perfil de um determinado usuário, que seria o dono daquele dispositivo e, sendo assim, o responsável pela fotografia.

A partir daí, surge um sistema de sugestão e conexão entre usuários que pretende ampliar ainda mais a forma como o Facebook lida com os perfis. O algoritmo é capaz de acumular informações, como as pessoas marcadas em uma imagem publicada, e também fazer relações entre os aparelhos possuídos por todos. Assim, a ideia é amplificar as sugestões de amigos, eventos, grupos e páginas, de acordo com os gostos em comum.

De acordo com a patente, o sistema seria capaz até mesmo de identificar imagens publicadas em outro perfil, que não o do responsável por fotografar. Assim, por exemplo, se você enviar uma imagem daquele churrasco para o seu amigo e ele fizer a postagem, o Facebook ainda saberá que você estava lá, podendo sugerir, por exemplo, a marcação na foto ou a adição como contato de outras pessoas que também estavam no evento.

A rede social também pretende utilizar a tecnologia para fins de moderação, sendo capaz de, por exemplo, reconhecer imagens utilizadas para criação de perfis falsos. Caso diversos usuários utilizem uma mesma imagem, de propriedade de outro, como sua foto principal, a ausência de uma associação entre dispositivo e pessoa poderia facilitar o bloqueio, reduzindo a incidência desse problema.

E na violação de privacidade que parece ser mais flagrante, nem mesmo a remoção manual de metadados parece impedir que usuários sejam rastreados dessa maneira. Como o sistema funciona antes mesmo da produção da imagem em si, por meio de características da própria câmera, mesmo esse processo não bloquearia a capacidade do Facebook de reconhecer uma foto e acompanhar sua proliferação.

Tudo, porém, ainda está no campo da teoria. Registros de patentes nem sempre significam que as tecnologias apresentadas realmente entram em vigor, pois podem representar apenas medidas para proteção de marcas e invenções. Mas, levando-se em conta o histórico do Facebook, é bastante provável que essa, pelo menos de alguma maneira, acabe mesmo se tornando funcional.

Fontes: Geek, The Next Web