Facebook quer pagar criadores de conteúdo em vídeo

Por Redação | 05.11.2015 às 11:52

Para se tornar líder no mercado de vídeos online como deseja, o Facebook sabe que precisa ir muito além de simplesmente entregar uma audiência. E, para alegria de muitos, seu fundador, Mark Zuckerberg, anunciou que a rede social deve começar a pagar os criadores de conteúdo em vídeo em breve, dividindo parte das receitas obtidas com os cliques e tornando o serviço um local ainda mais atrativo para esse tipo de mídia.

O fundador do site falou pouco sobre o assunto, dizendo apenas que a ideia é recompensar “de forma boa” aqueles que criam o conteúdo que, cada vez mais, se torna a menina dos olhos da empresa. Um modelo de negócios já teria sido desenvolvido e estaria sendo analisado internamente, mas a ideia seria a mesma do YouTube – entregar uma parte dos lucros obtidos pela exibição de anúncios nas páginas de vídeos aos criadores de forma que eles se sintam valorizados e incentivados a criarem ainda mais conteúdo para a plataforma.

Com oito bilhões de visualizações diárias, um número que aumenta mais a cada mês, o Facebook caminha para se tornar uma superpotência do setor de vídeo sob demanda, rivalizando até mesmo com o YouTube. Para fazer isso, a rede social também está trabalhando em uma interface dedicada, quase como a da rival, além de adicionar funções como a transmissão ao vivo para páginas de personalidades, clipes interativos ou opções em realidade virtual ou 360 graus.

A iniciativa vai agradar bastante a quem efetivamente produz conteúdo para o Facebook, mas, por outro lado, deve inflamar ainda mais as discussões sobre propriedade intelectual. YouTubers e criadores de vídeos virais reclamam que suas criações estão sendo roubadas e publicadas por terceiros, com ou sem edição, em páginas humorísticas, sem créditos. Até mesmo celebridades fazem isso. No caso do sistema de monetização, são estes quem receberão os dividendos das visualizações e não os produtores originais.

Em contrapartida, o Facebook não se mostrou muito disposto a tomar atitudes sobre isso, pelo menos por enquanto, o que motivou ainda mais críticas ao serviço. Caso a empresa comece a pagar por conteúdo e mantenha essa postura, problemas mais sérios podem aparecer pelo caminho, algo que não deve ser exatamente o que Mark Zuckerberg e sua turma desejam ver acontecendo.

Fonte: Wired