Facebook nega manipulação política em notícias de destaque

Por Redação | 10 de Maio de 2016 às 12h33

Menos de um dia depois da publicação de relatos que acusavam o Facebook de manipulação política em suas notícias de destaque, o vice-presidente de buscas da rede social, Tom Stocky, veio a público para negar tais rumores. Segundo ele, essas são alegações sérias e encaradas com bastante prioridade pela empresa, entretanto, não existe nenhuma evidência de que os atos realmente ocorreram.

Em uma publicação postada em seu perfil pessoal, ele explica que os Trending Topics, como são chamados, são obtidos em primeiro lugar por um algoritmo, que sonda as conversas que estão acontecendo na rede social e seleciona os links mais populares. A interferência humana entra apenas em uma segunda fase, na qual os sites são revistos em busca de informações falsas ou verificados para garantir que se tratam de fontes originais.

Segundo ele, nesse processo, não existe nenhum tipo de manipulação ou censura de determinado veículos, bem como a concessão de privilégios a outros devido a pontos de vista dos curadores ou qualquer outro aspecto. Muito pelo contrário: o Facebook quer garantir isenção e transparência nesse processo e, sendo assim, tem um time de diferentes visões políticas, religiosas e sociais, além de possuir regras e normas voltadas para a exibição de conteúdo em seus espaços de destaque.

Stocky também negou que a rede social teria causado, artificialmente, a subida de certos termos para os Trending Topics. De acordo com ele, a única alteração possível nos assuntos mais comentados seria a união de temas semelhantes para trazer maior coerência e pluralidade ao espaço de destaque, algo que aconteceu recentemente, por exemplo, com a junção das hashtags #StarWars e #MaytheFourthBeWithYou, que falavam sobre a mesma coisa – o 4 de maio, considerado pelos fãs como “o dia” da saga criada por George Lucas.

Apesar de negar as acusações, o executivo afirma que elas foram sim levadas em conta. São questões como essas que causam o que ele afirmou serem atualizações constantes em suas normas, de forma a garantir que a cobertura noticiosa do Facebook seja plural e reflita de verdade o que seus usuários estão pensando ou querem ficar sabendo.

As informações foram publicadas pelo site Gizmodo e traziam relatos de ex-funcionários da rede social, que afirmaram que o Facebook estaria manipulando os resultados de forma a excluir matérias com pontos de vista direitistas. Veículos de comunicação com esse alinhamento seriam deixados de lado, bem como comentaristas políticos e materiais relacionados. Assuntos também seriam “injetados” entre os mais comentados, mesmo que não existissem fontes suficientes ou comentários que justificassem isso, como mais uma maneira de tornar tendência algo que não deveria ser.

A ideia geral é que o espaço de notícias em destaque teria se tornado mais uma forma de transparecer a opinião do Facebook sobre o mundo do que, efetivamente, um local para informação. A rede social se posicionou, originalmente, afirmando não permitir que opiniões políticas modifiquem sua atuação nem impedir – ou privilegiar – certos aspectos em sua segmentação de conteúdo.

Fonte: Tom Stocky (Facebook)

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