Facebook muda algoritmos para não exibir mais links e anúncios maliciosos

Por Redação | 10.05.2017 às 15:05

Nesta quarta-feira (10), o Facebook anunciou uma mudança nos algoritmos que decidem o que aparecerá no Feed de Notícias dos usuários. Agora, sites que “contenham conteúdos pouco substanciosos e recheados de anúncios maliciosos” serão marcados como sendo de “baixa qualidade”, aparecendo menos no Feed. A medida também vale para conteúdos com anúncios de conteúdo adulto ou grotesco, bem como publicidade que incentiva dietas malucas (e sem eficácia comprovada).

Com a novidade, a rede social de Mark Zuckerberg também pretende começar a combater a propagação de notícias falsas, já que muitos desses usuários que disseminam informações não verdadeiras pagam para que suas publicações sejam exibidas para um grande número de pessoas.

À medida em que esses sites forem sinalizados como “de baixa qualidade”, os sites considerados legítimos acabarão tendo mais visibilidade na rede social. De acordo com Greg Marra, diretor de produtos do Feed de Notícias, a decisão foi tomada após a realização de diversas pesquisas com usuários sobre o que mais os incomodava no Feed. Entre os conteúdos mais irritantes, estavam links que levavam o usuário a “páginas enganosas, sensacionalistas, cheias de spam e outras experiências” do tipo, incluindo “conteúdo sexual, chocante e outras coisas que são realmente perturbadoras”.

Marra contou, ainda, que o Facebook “revisou centenas de milhares de páginas, identificando aquelas que produzem conteúdo de baixa qualidade”. Esses dados foram usados por um sistema de inteligência artificial que rastreia constantemente novos links publicados no Feed, buscando aqueles que podem ser considerados de baixo nível.

Importante lembrar que, há alguns dias, a rede social mais utilizada em todo o mundo começou uma campanha no Reino Unido para remover milhares de contas falsas e conteúdos que propagam notícias fake às vésperas das eleições britânicas. A rede social também vem sendo pressionada para bloquear publicações que contenham discursos de ódio.

Com informações de: Facebook, TechCrunch