Facebook, Microsoft, Twitter e YouTube se unem para combater terrorismo

Por Redação | 26.06.2017 às 16:00

A propagação de conteúdos violentos e extremistas é um problema global e um grande desafio para as redes sociais, que são diariamente invadidas com publicações que violam suas diretrizes de uso. Como resposta a essa dificuldade, nesta segunda-feira (26), o Facebook, a Microsoft, o Twitter e o YouTube anunciaram a formação de um fórum mundial para o combate ao terrorismo, visando a proteção dos usuários da internet.

"Acreditamos que, trabalhando juntos, compartilhando os melhores elementos tecnológicos e operacionais de nossos esforços individuais, podemos ter um maior impacto no combate de conteúdos terroristas on-line", declarou o Facebook em comunicado.

Batizado como Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo, a união das gigantes da tecnologia "vai formalizar e estruturar áreas existentes e futuras de colaboração entre as companhias e fomentar a cooperação com empresas de tecnologia menores, grupos da sociedade civil, acadêmicos, governos e órgãos supranacionais, como a União Europeia e a ONU".

Apesar da ideia ser evoluir o trabalho ao longo dos próximos anos, inicialmente as companhias concentrarão seus esforços em alguns pontos:

1) Soluções tecnológicas: as empresas trabalharão em conjunto para aperfeiçoar e melhorar o trabalho técnico existente, desenvolvendo e implementando novas técnicas de detecção e classificação de conteúdos a partir do uso de inteligência artificial;

2) Pesquisa: serão realizadas pesquisas para a orientação de futuras decisões técnicas e políticas sobre a remoção de conteúdos terroristas;

3) Compartilhamento de conhecimento: em parceria com a Diretoria Executiva contra o Terrorismo do Conselho de Segurança da ONU (ONU CTED) e a ICT4Peace, as companhias estabalecerão uma rede de compartilhamento de conhecimento com pequenas empresas e organizações da sociedade civil, apoiando suas iniciativas.

Através dessas principais frentes de atuação, o objetivo das empresas é que a união dos esforços seja capaz de dar conta, pelo menos, da remoção de conteúdos extremistas das plataformas.

Fonte: Facebook