Facebook está incentivando usuários a hospedarem vídeos na própria rede social

Por Redação | 22 de Julho de 2015 às 14h39

Não é nenhuma novidade a informação de que o Facebook quer, mais e mais, roubar o espaço do YouTube no mercado de vídeos. Só que agora a rede social parece disposta a brigar por isso de forma mais intensa, chegando a incentivar seus usuários a realizar o upload de vídeos na própria plataforma quando eles tentarem compartilhar um link da rival.

A novidade parece ser mais uma experiência da empresa, já que não aparece para todos os internautas. O alvo são os usuários de páginas que o Facebook considera como os grandes produtores de conteúdo da rede e os mais propensos a ganharem – e quererem mais – engajamentos e compartilhamentos.

No aviso, a rede social pede que os criadores de conteúdo pensem em subir os vídeos compartilhados para o próprio Facebook, no qual eles terão acesso a métricas de alcance mais completas. Além disso, informa que os usuários da plataforma costumam preferir vídeos nativos àqueles compartilhados a partir de outras redes, como o YouTube.

Essa última informação chegou a causar certa polêmica, pois pode ser uma indicação de que, agora ou no futuro, o Facebook possa privilegiar artificialmente as postagens que contenham vídeos publicados em sua própria rede, prejudicando o alcance daqueles disponibilizados em outras plataformas. O ambiente é da empresa e é ela quem manda por lá, mas ainda assim seria uma maneira nada ética de privilegiar o próprio produto em vez do interesse dos seguidores.

A adição mais uma vez chamou a atenção dos criadores de conteúdo, que criticam a plataforma justamente pelo incentivo ao upload duplicado de clipes. Para os autores de vídeos virais, o Facebook acaba incentivando a quebra de direitos autorais com sua política agressiva em direção a esse mercado.

Como a preferência sempre é pelos clipes publicados nativamente no site, muitas páginas estão fazendo o reupload de conteúdos protegidos como forma de maximizar o próprio alcance. O problema é que muitas destas cenas são protegidas, e o Facebook não possui nenhum tipo de sistema de identificação de conteúdo com copyright, pedindo que os autores façam a identificação de vídeos publicados manualmente.

Outros recursos

Junto com o aviso, a rede social também deu uma incrementada em seu sistema de postagem de vídeos, dando ainda mais opções de customização a ele. Agora, é possível desabilitar a incorporação de clipes – impedindo que sites o publiquem junto a textos, por exemplo – ou postá-los como “não listados”, de forma que apenas aqueles que possuam o link direto para eles possam visualizar.

Enquanto o Facebook não se posiciona, nem toma uma atitude sobre as questões relacionadas aos direitos autorais, a empresa observa os números relacionados aos vídeos crescerem. A rede social ainda está longe de ter o alcance e influência do YouTube, mas de acordo com os dados mais recentes, já computa mais de quatro bilhões de visualizações diárias.

Fonte: The Next Web

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