Facebook faz funcionários usarem internet lenta para entender países emergentes

Por Redação | 28 de Outubro de 2015 às 09h04
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O Facebook anunciou o lançamento de um novo programa interno chamado "2G Tuesdays" (em tradução livre, Terças-feiras 2G) que fará os funcionários usarem a Internet com velocidade limitada uma vez por semana. A medida adotada pela maior rede social do mundo pode parecer estranha à primeira vista, mas o motivo é bem interessante: Mark Zuckerberg quer que sua equipe perceba melhor como os consumidores de mercados emergentes, como a Índia, acessam a web.

Nos Estados Unidos, onde fica a sede do Facebook, a maioria dos usuários de smartphones usa conexões 3G ou 4G mais rápidas, no entanto milhões de pessoas ao redor do mundo estão tendo o seu primeiro contato com a tecnologia 2G, onde uma página da web pode levar mais de 2 minutos para carregar.

O diretor de engenharia do Facebook, Tom Alison, afirma que a diferença foi realmente chocante no início. "Isso realmente testou a minha paciência. Eu sentia como se partes do produto estivessem com problemas", declarou. Alison também acredita que a experiência fará com que os engenheiros da rede social descubram o que precisam melhorar na plataforma para facilitar o acesso deste público.

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Apesar de ser uma forma bem criativa de fazer com que as pessoas por trás da rede social entendam melhor seus clientes, o programa é opcional e não dura o dia inteiro. Quando um funcionário do Facebook se conecta ao aplicativo da rede social durante uma manhã de terça-feira, eles se deparam com um prompt na parte superior do seu feed de notícias perguntando se eles querem experimentar a conexão mais lenta por uma hora.

A ligação do Facebook com mercados emergentes que precisam melhorar (ou implementar) suas conexões à Internet não surgiu agora. Há mais de um ano a empresa lançou o Internet.org, uma parceria global entre líderes em tecnologia, organizações sem fins lucrativos, comunidades locais e especialistas que estão trabalhando juntos para levar a Internet até dois terços da população mundial ainda sem acesso à web.

Fonte: Business Insider

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