Facebook está banindo anúncios com fake news sobre coronavírus

Por Felipe Demartini | 26 de Fevereiro de 2020 às 14h50
Reprodução

O Facebook anunciou que está banindo anúncios que contenham informações falsas sobre o novo coronavírus. De acordo com a empresa, propagandas ou a venda de produtos associados ao COVID-19 serão retiradas do ar caso contenham fake news, soem alarmistas ou prometam a cura ou prevenção da doença, cujo primeiro caso no Brasil foi confirmado nesta terça-feira (25).

A nova política, afirma a companhia, vale também para o Instagram e vem como uma extensão de normas que já vinham sendo aplicadas pela empresa nas duas redes sociais. Desde o final de janeiro, o Facebook já havia anunciado que publicações alarmistas e fake news sobre o novo coronavírus estavam sendo retiradas do ar ou tendo seu alcance diminuído como uma forma de reduzir o alcance de desinformação sobre os casos.

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São dois os principais pontos que levam à exclusão de propagandas ou publicações, de acordo com a companhia — a promessa de cura contra a doença causada pelo novo coronavírus ou a postagem de materiais que tentem criar um “senso de urgência” sobre a epidemia. É o caso, por exemplo, de anúncios que falem sobre problemas de abastecimento em produtos essenciais ou que tragam informações falsas sobre o assunto como forma de fomentar vendas ou angariar cliques.

Da mesma forma que acontece com outras fake news, agências de checagem também estão agindo para verificar alegações dúbias e indicar aos usuários quando um post for mentiroso ou apresentar informações incompletas. Nestes casos, serão aplicadas medidas relacionadas à redução de alcance e indicação, com a adição de notificações sobre as informações problemáticas e um link para fontes oficiais, com organizações de saúde também trabalhando com o Facebook para evitar desinformação.

Outras empresas de tecnologia, incluindo o Facebook, vêm sendo pressionadas a tomarem atitudes sobre diferentes comportamentos irregulares diante da epidemia do novo coronavírus. Em grupos na rede social, por exemplo, a compra e venda de máscaras em lotes é citada pela imprensa internacional como responsável por uma queda na disponibilidade dos itens para profissionais da saúde, enquanto na Amazon, vendedores do marketplace estariam inflando os preços de protetores, álcool gel e outros artigos do tipo como forma de aproveitar o surto nas vendas.

Sobre tais assuntos, porém, a rede social não se pronunciou, demonstrando um foco, pelo menos por enquanto, apenas na disseminação de informações e na garantia que o fluxo de publicações das redes sociais não gere pânico. É, também, uma medida recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda cuidado com a saúde e, claro, com as notícias recebidas de amigos, familiares e contatos por meio de mensageiros e plataformas online.

De acordo com os dados mais recentes do órgão, já foram registrados mais de 80 mil casos do COVID-19 em todo o mundo, sendo 77,7 mil apenas na China, onde está também o maior número de mortos, 2,6 mil. O primeiro caso confirmado na América Latina foi, justamente, o do Brasil, em São Paulo (SP), onde um homem de 61 anos foi testado positivo para o vírus após passar uma temporada a trabalho na Itália. Enquanto isso, os 34 brasileiros que estavam em quarentena após chegarem de Wuhan, na China, foram liberados no domingo (23) após 18 dias de isolamento e testes que confirmaram que eles não estavam contaminados.

Fonte: Business Insider

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