Facebook é processado por discriminação em propaganda de moradia nos EUA

Por Wagner Wakka | 27 de Março de 2018 às 17h45
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O Facebook está enfrentando um processo da National Fair Housing Alliance (NFHA) e de outras três organizações por discriminação em propagandas de moradia. A alegação é de que a plataforma permite que proprietários e corretores de imóveis excluam famílias com crianças, mulheres e outras minorias de receber anúncios de habitação.

Em comunicado oficial, divulgado nesta terça feira (27) no site da NFHA, a organização explica que a rede social permite a criação de listas já montadas que não incluem certas minorias ou pessoas em situações consideradas indesejadas por empresas imobiliárias.

“O processo alega que o Facebook criou listas pré-preenchidas que permitem que os anunciantes de hospedagem excluam (na terminologia do Facebook) os que procuram casa de ver ou receber anúncios de aluguel ou venda por causa de características protegidas, incluindo status familiar e sexo. Os autores da ação conduziram investigações em cada um de seus respectivos mercados imobiliários e confirmaram as práticas discriminatórias do Facebook”. Os locais citados pelo processo são Nova Iorque e Miami.

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Como prova disso, as organizações criaram uma empresa imobiliária fictícia e testaram a plataforma. Como retorno, receberam do Facebook uma lista com sugestões de exclusão. As opções incluíam “famílias com filhos, mães com filhos de determinadas idades, mulheres ou homens e outras categorias com base em sexo ou status de família”, pontua o processo.

Em 2016, a empresa também foi acusada pelo grupo Propublica sob a alegação de que as publicidades sobre moradia permitissem separar os usuários por raça.

Principalmente no Estados Unidos, há uma lei chamada Fair Housing Act que não permite a discriminação sobre moradia, seja ela de gênero, etnia ou classe social.

A presidente e CEO da NFHA, Lisa Rice, ainda citou a crise atual do Facebook por conta de segurança de informação. "Em meio à crescente preocupação pública nas últimas semanas, com o Facebook manipulando os dados dos usuários, nossa investigação mostra que o Facebook também permite, e até encoraja, seus anunciantes pagos a discriminarem usando seu vasto arsenal de dados pessoais".

Nesta segunda, dia 26, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos confirmou que está investigando segurança de informações da rede social. Além disso, o Senado norte-americano também convocou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, para audiência no mês que vem. Também foram convocados os CEOs da Google e Twitter.

ATUALIZAÇÃO: Em contato com o Canaltech, um porta-voz do Facebook declarou no final da tarde desta quarta-feira (28) que "não há lugar para discriminação no Facebook". Ele disse, ainda: "Acreditamos que este processo não tem mérito e nos defenderemos".

Fonte: NFHA, ProPublica

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