Facebook é acusado por ministro israelense de não ajudar no combate a violência

Por Redação | 05 de Julho de 2016 às 08h19
photo_camera Wired

Não é de hoje que o Facebook e outras redes sociais são acusados de compactuar com o terrorismo e permitir que ele se espalhe na rede. Um estudo recente mostrou que o Estado Islâmico estaria inclusive comprando armas pelo site criado por Mark Zuckerberg. Desta vez, a rede social recebeu duras críticas do governo israelense, que pediu que a política de monitoramento fosse mais proativa. Ou seja, que vigiassem mais o conteúdo das publicações na rede.

Em entrevista concedida ao canal 2 no último sábado (2), o ministro da Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, afirmou que o Facebook estaria sabotando os esforços policiais para conter a violência, dizendo ainda que o site não coopera com as investigações que acontecem na Cisjordânia. O ministro pontuou que a ferramenta havia trazido uma revolução positiva para o mundo, mas que “infelizmente, se tornou um monstro”.

Benjamim Netanyahu

O Facebook, em comunicado à agência de notícias Reuters, convidou os usuários a reportarem quaisquer conteúdos que “violem os padrões da rede”. "Nós trabalhamos regularmente com organizações de segurança e legisladores por todo o mundo, incluindo em Israel, para garantir que as pessoas saibam como manter um uso seguro do Facebook", disse a companhia. "Não há espaço para conteúdo que promova a violência, ameaça aos direitos, terrorismo ou discurso de ódio em nossa plataforma", disse a companhia sem mencionar o nome de Erdan.

Reforçando o discurso do ministro de Segurança Pública, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro do governo israelense, está elaborando uma nova lei que demanda que os sites de mídia social removam de suas plataformas conteúdos considerados como ameaça pelo Estado.

De acordo com Jean-Paul Laborde, responsável pela luta antiterrorismo da ONU, cerca de 1 milhão de mensagens com cunho ideológico radical e de alusão ao terrorismo são barradas a cada semana pela rede social, mas este número não parece ser o suficiente. O ministro da Justiça de Israel, Ayelet Shaked, sugeriu que as corporações de mídias sociais invistam em um controle mais proativo do conteúdo que é publicado em seus sites. Em entrevista à rádio do Exército Israelense, Shaked disse que o monitoramento de postagens sobre terrorismo deveria ser algo semelhante ao que hoje acontece com a pornografia infantil.

Com informações do Verge

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