Facebook é acusado de dar informações falsas durante a aquisição do WhatsApp

Por Redação | 20.12.2016 às 10:58
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A Comissão Europeia acusou o Facebook de fornecer informações enganosas durante o processo de aquisição do WhatsApp. Caso seja confirmada, a fraude pode gerar uma multa equivalente a 1% do volume de negócios da empresa de Mark Zuckerberg.

Apesar da possibilidade de multa gerada pelas objeções, o Facebook não corre o risco de ter sua aprovação de fusão revogada, de acordo com um comunicado emitido nesta terça-feira (20) pela Comissão responsável. A compra do WhatsApp pelo Facebook foi fechada em 2014 por US$ 22 bilhões.

A tal informação enganosa diz respeito a uma mudança na política de privacidade do WhatsApp que aconteceu em agosto, quando os usuários precisaram aceitar termos que permitiam o compartilhamento de informações com o Facebook. Isso desencadeou investigações lideradas por autoridades de proteção de dados da União Europeia.

O problema maior é que na descrição da sua proposta de aquisição do serviço de mensagens, a rede social disse que não iria misturar as contas dos usuários das duas plataformas. Após análise, a Comissão chegou à conclusão que a combinação dos IDs de usuários do Facebook com usuários do WhatsApp já existia desde 2014, quando houve a análise do negócio.

"A posição preliminar da Comissão é que o Facebook nos deu informações incorretas ou enganosas durante a investigação sobre a aquisição do WhatsApp", disse a Comissária da Europa para casos antitruste, Margrethe Vestager.

Agora, o Facebook tem até o dia 31 de janeiro para responder às acusações. "Respeitamos o processo da Comissão e estamos confiantes de que uma revisão completa dos fatos irá confirmar que o Facebook agiu de boa fé", disse um porta-voz da rede social.

Separado a este caso, o Facebook também acatou a opinião da União Europeia e decidiu interromper o compartilhamento de informações dos usuários do WHatsApp com o Facebook para fins de melhoria dos produtos da rede social e experiências de publicidade.

Fonte: Reuters