Facebook diz que vai fazer mais para evitar informações erradas

Por Redação | 10 de Novembro de 2016 às 20h18
photo_camera Divulgação

O Facebook é uma poderosa ferramenta para espalhar informações, sejam elas verdadeiras ou não. E passado o de certa forma traumático processo eleitoral que elegeu Donald Trump como o novo presidente do país, a rede social de Mark Zuckerberg ficou ainda mais atenta para a sua responsabilidade na divulgação dos milhões de conteúdos que circulam por sua timeline todos os dias.

A empresa anunciou esta semana que levará ainda mais a sério o seu compromisso de não espalhar informações erradas para seus usuários. A declaração foi de Adam Mosseri, VP de gerenciamento de produtos do Facebook, apontando que a companhia está trabalhando para filtrar ainda mais os conteúdos falsos na plataforma, afirmando que "ainda há muito para fazer".

"Nós valorizamos a comunicação autêntica e ouvimos constantemente de todos que usam o Facebook que eles preferem não ver informações errôneas", afirmou Mosseri.

Segundo Mosseri, o algoritmo do Facebook tem a capacidade de detectar diversos sinais baseados no feedback dos usuários, determinando os que contém informações falsas, reduzindo a sua capacidade de propagação.

"Nós observamos uma variedade de sinais para garantir que os tópicos sendo mostrados reflitam os acontecimentos do mundo real, e tomamos medidas adicionais para prevenir que conteúdos falsos ou tendenciosos apareçam", completou Mosseri.

O algoritmo do Facebook, conhecido como "filtro de bolha" é orientado para mostra ao usuário mais dos assuntos que ele gosta, entretanto, ele não diferencia necessariamente o que são fatos ou ficção, o que pode abrir brechas para informações não tão apuradas.

Um exemplo: na semana passada, apoiadores de Donald Trump na rede social receberam uma onda de notícias falsas produzidas por outras páginas a favor do candidato Republicano - sendo que boa parte destas páginas eram perfis fantasmas sediados em países do leste europeu.

A postura aberta do Facebook em relação à propagação de notícias já foi alvo de diversas críticas de meios oficiais da imprensa, afirmando que ela pode facilmente conter links incorretos e informações enganadoras.

Para rebater estas críticas, no meio do ano a empresa de Mark Zuckerberg chegou a testar um novo modelo para seu feed de notícias, com um feed separado em categorias, com diversos assuntos não necessariamente ligados às páginas seguidas pelo usuário, uma maneira de mostrar informações relevantes além do já citado "filtro de bolha".

Fonte: Business Ins

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