Facebook cria regras para focar em diversidade

Por Redação | 19.06.2015 às 09:00

De olho em melhorar seus índices de diversidade e participação de minorias no quadro de funcionários, o Facebook está lançando novas regras para seus gerentes de departamento. A partir de agora, eles serão obrigados a considerar pelo menos um candidato que pertença a minorias na hora de convidar pessoas para entrevistas de preenchimento de vagas que estejam abertas ou tenham sido criadas.

Após um projeto piloto, que aplicou a regra com sucesso em alguns segmentos da empresa, agora ela será aplicada em todos os departamentos da rede social. O foco são os negros e hispânicos, principalmente em cargos de gerência, mas a ideia do Facebook é expandir a participação de todo tipo de minorias em praticamente todas as posições da companhia.

Essa seria uma resposta da empresa aos índices de participação revelados recentemente por uma pesquisa interna, que deve ser revelada ao público em breve. O Facebook conta hoje com 10 mil funcionários espalhados pelo mundo e, no ano passado, o levantamento mostrou que 59% dessa força de trabalho é do sexo masculino, enquanto 57% são brancos.

Pelo segundo ano consecutivo, a empresa deve terminar o texto com a conclusão de que precisa trabalhar mais em prol da diversidade. Daí, então, a criação da regra, que ainda não foi revelada oficialmente ao público, mas já estaria presente em memorandos enviados nesta semana aos gerentes e entra em vigor imediatamente. O Facebook confirmou a existência da política, mas não deu mais detalhes sobre como tudo vai funcionar.

A ideia segue a posição de diversas outras companhias do Vale do Silício, como a Apple, por exemplo, que desejam aumentar a representação de grupos em suas equipes. A grande inspiração de todas elas é a “Rooney Rule”, uma regra que existe na NFL, a liga de futebol americano, que exige que os times invistam em diversidade na hora de contratar técnicos e outros membros da equipe.

Apesar disso, não se trata de um sistema de cotas. Assim como no mundo do esporte, os líderes de departamento são obrigados a considerar candidatos minoritários, mas não a contratá-los. Sendo assim, excluem-se as afirmações de sempre daqueles que são contra as políticas, de que tais regras propiciariam a contratação de funcionários que não possuem a qualificação necessária.

Fonte: Bloomberg