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Facebook continua a flertar com bancos e financeiras por informações sensíveis

Por Carlos Dias Ferreira | 19 de Setembro de 2018 às 07h50
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Ao que parece, o Facebook continua sua tour de force para ganhar acesso aos dados sensíveis dos seus usuários. Em reportagem recente, o Wall Street Journal levantou que diversos bancos e companhias financeiras continuam a ser buscados pelos gestores da companhia, os quais fazem questão de manter aquecida uma pretensão que data pelo menos de 2016: transformar o Messenger em uma espécie de “hub digital” onipresente para os 2,2 bilhões de usuários mensais ativos da rede social.

De acordo com o WSJ, abordagens recentes da rede social incluem companhias como American Express, Bank of America e Wells Fargo. A oferta, há que se reconhecer, é das mais razoáveis: as companhias ganhariam ajuda para a criação de robôs atuantes em uma plataforma integrada através do aplicativo de mensagens, agilizando as fases de triagem e garantindo alguns atendimentos que não demandassem a atenção de um funcionário.

“Dados sensíveis pelo Messenger? Não, obrigado”

Assim como em tentativas prévias, entretanto, Menlo Park continua encontrando muitas portas fechadas e desconfiança. E isso principalmente por parte dos bancos, embora também algumas empresas ainda sigam temerosas com a ideia de fazer trafegar dados sensíveis de clientes diante do apetite insaciável do Facebook por quaisquer dados capitalizáveis na internet — basicamente, qualquer informação que sirva para vender anúncios direcionados.

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Embora empresas como a American Express e a PayPal tenham utilizado, em algum momento, o Messenger como uma ferramenta para atendimentos, a ordem vigente sempre foi a de evitar a transmissão de quaisquer dados sensíveis.

Não fosse o histórico do Facebook com a gestão de dados sensíveis, a proposta de agilizar atendimentos por meio de bots no Messenger certamente ganharia mais adeptos. (Imagem: reprodução/Facebook)

Por um comércio mais eficiente

Em comunicado enviado ao Canaltech, o Facebook afirmou que "nunca usou e continua a não usando dados bancários ou de compras em cartão de crédito para publicidade na plataforma". Apesar disso, ela explica que, "como muitas empresas on-line, estabelecemos parcerias com instituições financeiras para melhorar as experiências comerciais das pessoas assim como possibilitar atendimento ao cliente mais eficiente; e as pessoas podem optar ou não por estas experiências”.

Ademais, a companhia garante que “enfatiza a todos os parceiros que manter dados pessoais bem guardados e seguros é algo crítico a esses esforços”, algo que “sempre foi e continuará sendo nossa prioridade”.

Em tempo: conforme nós já apontamos aqui em outra ocasião, o fato de o Facebook continuar desencavando dados pessoais — às vezes nos limites da ética e do bom senso — dificilmente seria algo surpreendente. Vale lembrar que todo o rico filão de Mark Zuckerberg veio da coleta de todo tipo de informação capitalizável na internet. Seja como for, os grandes bancos e operadoras financeiras ainda permanecem imunes à cantilena de Mark Zuckerberg.

Fonte: Wall Street Journal

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