Facebook ativa 'Verificação de Segurança' durante atentado em Orlando

Por Redação | 13.06.2016 às 10:21

O Facebook ativou sua ferramenta "Verificação de Segurança" (Safety Check) após o massacre em uma boate no início deste domingo (12) na cidade de Orlando, nos EUA. Um homem armado abriu fogo contra os frequentadores da boate, matando pelo menos 50 pessoas. O ato foi considerado pelo presidente Barack Obama como um "ato terrorista". Esta foi a primeira vez que o serviço foi utilizado nos Estados Unidos.

Lançada em 2014, a ferramenta do Facebook tem como objetivo ajudar familiares e vizinhos a obterem informações sobre seus amigos e familiares que estejam próximos a desastres. A "Verificação de Segurança" pergunta a determinados usuários que estão na área afetada se eles estão seguros e podem notificar seus amigos e familiares de sua situação.

Antes do massacre em Orlando, o Facebook havia afirmado que ao longo dos últimos meses melhorou o processo de ativação da ferramenta, além de procurar melhores maneiras de identificar desastres. Há pouco tempo, a rede social implantou um recurso para que equipes treinadas em fusos horários possam ativar a ferramenta a qualquer momento, sem a necessidade de esperar que um engenheiro do Facebook faça o processo.

"Ativamos a 'Verificação de Segurança' do Facebook após o início de um tiroteio em massa em uma boate em Orlando. Esperamos que as pessoas na área encontrem na ferramenta uma maneira útil de avisar seus amigos e familiares que estão bem", disse um porta-voz da empresa neste domingo. Entre janeiro e maio deste ano, o Facebook ativou o recurso 17 vezes, em comparação com 11 casos nos dois anos anteriores. Eventos como os terremotos no Equador, o incêndio no Canadá, o ciclone em Bangladesh e as inundações e deslizamentos de terra em Sri Lanka motivaram a ativação do recurso.

A empresa decidiu utilizar a ferramenta em ataques terroristas após os atentados em Paris, no ano passado. Em uma postagem naquela época, a empresa afirmou que o "Facebook se tornou um lugar em que as pessoas compartilham informações e procuram compreender as condições de seus entes queridos".

Via PCWorld