Facebook anuncia mudanças para amenizar polêmica sobre os Trending Topics

Por Redação | 23 de Maio de 2016 às 23h28
photo_camera Divulgação

O caso dos Destaques norteamericanos do Facebook priorizarem notícias com direcionamento político liberal continua rendendo. A notícia mais recente diz que a rede social anunciou que implementará mudanças no funcionamento dos Trending Topics para colocar “panos quentes” na situação.

A partir de agora, a rede de Zuckerberg não utilizará mais uma lista de sites pré definidos para determinar se as notícias em destaque seriam válidas. Até então, os algoritmos e editores conferiam o conteúdo em questão em publicações como o New York Times ou Wall Street Journal para validar a notícia, mas as denúncias de que essa lista de sites usados como referência contaria apenas com veículos com viés liberal, excluindo os conservadores, fizeram com que a rede social ficasse praticamente sem defesa nessa acusação.

A rede social também reviu a nomenclatura de ferramentas utilizadas por seus editores nesse processo. O que antes era chamado de “blacklist” (ou “lista negra”) de sites, vai mudar para “revisit” (“rever”). A ferramenta “injection” (“injetar”), usada para adicionar assuntos aos Trending Topics, vai ser alterada para “topic correction” (“correção de tópico”).

O anúncio da companhia de Zuckerberg também revelou os resultados da investigação realizada pela companhia a fim de apurar as denúncias de ex funcionários quanto ao direcionamento para preferirem conteúdos liberais. O Facebook disse que não foram encontradas evidências de que a manipulação ocorreu, de fato, e que ambos conteúdos liberais e conservadores eram igualmente aprovados para constarem nos Trending Topics.

Contudo, a investigação revelou que os revisores dos Destaques seguiam instruções para não aceitar a publicação de uma notícia se aquele determinado assunto não estivesse associado a alguma notícia já previamente publicada naquela lista de jornais pré aprovados, ou ainda em um perfil ou página verificados. O relatório também diz que “independente das descobertas dessa investigação, é impossível excluir a possibilidade de que, ao longo dos anos em que a ferramenta existe, um revisor específico não tenha tomado atitudes isoladas com algum motivo impróprio” – ou seja, “tirando o seu da reta” e dizendo que, caso algum conteúdo conservador tenha sido deliberadamente removido, pode ter sido uma decisão imprópria de algum dos ex-funcionários.

Fonte: Gizmodo

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