Facebook afirma que censura na rede social parte de denúncias de amigos

Por Redação | 08 de Outubro de 2015 às 10h46

Muitas pessoas, principalmente usuários ativos do Facebook, já tiveram um ou outro post removido pela rede social por algum motivo que supostamente violou as políticas de uso. Porém, ao contrário do que muitos pensam, a iniciativa de censurar não parte da empresa, mas sim das pessoas que você tem adicionadas como amigas.

Somente pessoas que têm acesso ao conteúdo das suas publicações podem denunciar irregularidades que, então, são avaliadas pelo Facebook. De acordo com Monika Bickert, diretora de política global do Facebook, a rede social avalia os conteúdos somente em caso de denúncias, pois seria inviável fazer o monitoramento diário de cada comentário, fotos e vídeos publicados. "Basta uma única contestação para a empresa entrar em ação", afirma.

Com mais de um bilhão de usuários, a companhia recebe milhões de denúncias semanais, mas a maioria das notificações não violam de fato as políticas de uso, segundo Monika. "São contestações contra posts que falam mal do time do coração ou que têm uma visão diferente sobre determinado assunto", completa.

Denunciando

Para fazer uma denúncia no Facebook, o usuário precisa clicar na seta que fica localizada no canto superior direito de uma postagem e selecionar a opção "Denunciar". No caso das páginas, basta clicar no ícone com três pontos na vertical que está disponível no canto inferior direito da capa. Então, o usuário precisa responder a algumas perguntas padrões da rede social sobre o motivo da denúncia.

Segundo os "Padrões de comunidade do Facebook", a prioridade são os casos de ameaças diretas, autoflagelação, bullying, assédio, ameaças reais a figuras públicas, atividades criminosas, exploração e violência sexual. A empresa ainda diz que além da remoção do conteúdo, pode acontecer a desativação de contas e, dependendo da gravidade, o Facebook pode entrar em contato com as autoridades locais.

Monika comenta que a nudez é um dos principais desafios enfrentados pela empresa, visto que o Facebook proíbe imagens de seios que mostrem os mamilos. Porém, a companhia diz apoiar iniciativas de mulheres amamentando ou exibindo os seios após cirurgias de mastectomia.

Avaliação

As denúncias são avaliadas por uma equipe global e especializada no assunto. De acordo com Monika, os funcionários falam as mais variadas línguas e trabalham 24 horas por dia, todos os dias da semana. "Além dos olhos humanos, responsáveis por revisar os conteúdos, contamos com a tecnologia para nos ajudar com relatórios de triagem bem como para evitar que as imagens de exploração infantil sejam carregadas para o site", comenta.

O prazo máximo para as respostas das denúncias é de dois dias, mesmo com a alta demanda, e a prioridade é sempre para publicações que podem causar danos físicos às pessoas. "Os possíveis danos a alguém são sempre levados em consideração para classificar um conteúdo como opinião ou como uma ofensa", diz a diretora.

A equipe que controla as postagens é composta por especialistas em diversas áreas, como profissionais de segurança com foco em denúncias entre terrorismo e automutilação. Porém, assim como todo trabalho, a prática pode falhar. Monika cita como exemplo o bloqueio da página do Ministério da Cultura depois da postagem de uma foto de um casal de índios. "Nem sempre é possível fazer a leitura da real intenção da publicação e analisar apenas um fragmento de um conteúdo, que acaba sendo identificado como impróprio", completa.

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