Facebook aceita pagar multa ao Reino Unido por vazamento da Cambridge Analytica

Por Felipe Junqueira | 30 de Outubro de 2019 às 14h43
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O Facebook vai pagar a multa de £ 500 mil (cerca de US$ 644 mil ou R$ 2,59 milhões) por conta do escândalo da Cambridge Analytica. A Reuters informou, nesta sexta-feira, 30, que a rede social concordou com a punição aplicada pelo Escritório Comissariado de Informações (ICO) da Grã-Bretanha, oificializada na semana passada.

Em 2018, o mesmo ICO havia emitido a multa de maneira simbólica. No entanto, o órgão agora considerou que o Facebook, ao se negar a recorrer e concordar em pagar a multa, não reconheceu sua parte da culpa no caso.

O valor é considerado baixo para uma empresa que vale US$ 540 bilhões (cerca de R$ 2,17 trilhão), mas é o máximo que o ICO pode aplicar. Além disso, há outros órgãos cobrando multas da rede social pelo vazamento de informações de usuários.

Satisfação dos dois lados

Mark Zuckerberg desistiu de apelar contra multa de orgão britânico (Foto: Facebook)

O Facebook, por meio de seu consultor jurídico geral, Harry Kinmouth, garantiu que a empresa fez mudanças na plataforma para evitar novos vazamentos como o da Cambridge Analytica, que expôs dados de pelo menos 1 milhão de britânicos, além de um número bem maior de usuários no mundo todo.

“Na época, fizemos grandes mudanças em nossa plataforma, restringindo significativamente as informações que os desenvolvedores de aplicativos poderiam acessar”, lembrou Kinmouth. “Proteger as informações e a privacidade das pessoas é uma das principais prioridades do Facebook, e continuamos a criar novos controles para ajudar as pessoas a proteger e gerenciar suas informações”.

Já o vice-comissário do ICO, James Dipple-Johnstone, disse que a grande preocupação do órgão era em relação à exposição dos dados de cidadãos britânicos a um sério risco de dano. “A proteção de informações pessoais e privacidade pessoal é de fundamental importância”, observou.

“Estamos satisfeitos em ouvir que o Facebook tomou, e vai continuar a tomar, medidas significativas para cumprir os princípios fundamentais de proteção de dados”, completou o vice-comissário.

Fonte: Reuters

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