Executivo do Facebook diz que sua prisão não afetará investimentos no Brasil

Por Redação | 07 de Março de 2016 às 10h10

O vice-presidente do Facebook na América Latina, que passou cerca de 24 horas em uma prisão de São Paulo na última semana, disse que as autoridades o trataram com respeito e que o incidente não vai afetar a expansão da empresa no Brasil.

Diego Dzodan foi preso na última terça-feira (1) devido ao descumprimento de uma ordem judicial que solicitava ao WhatsApp, serviço que pertence ao Facebook, quebrar o sigilo de mensagens de investigados envolvidos em tráfico de drogas.

O executivo foi liberado no dia seguinte à prisão depois que um juiz anulou a ordem judicial. "Eu fui tratado com muito respeito", declarou Dzodan durante uma conferência que aconteceu no sábado (5). Ele voltou a dizer que o Facebook não tem acesso aos dados que trafegam pelo WhatsApp, o que torna o cumprimento do pedido judicial impossível.

Ele também atestou que sua prisão não afetaria os planos da companhia de Menlo Park para o mercado brasileiro. "Estamos extremamente comprometidos com o Brasil. O Brasil é um mercado enorme que realmente gosta do Facebook", disse. "Estamos bastante focados no longo prazo", completou.

O incidente ilustrou uma situação que tem se tornado cada vez mais comum, com empresas de tecnologia enfrentando uma pressão crescente por parte dos governos de todo o mundo para ajudá-los a espionar usuários. Outro exemplo recente é o caso da Apple, que está lutando contra um pedido judicial do FBI para quebrar a criptografia de um iPhone envolvido no ataque terrorista de San Bernardino, na Califórnia.

Com informações do The Guardian

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