Ex-executivo do Facebook crê que redes sociais estão arruinando a sociedade

Por Redação | 11 de Dezembro de 2017 às 18h32
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Durante um bate-papo na Stanford Graduate School of Business, nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-executivo do Facebook, declarou acreditar que as redes sociais estão destruindo a sociedade. Ele disse, ainda, que se arrepende tremendamente de ter colaborado para com essa realidade, já que trabalhou na maior rede social do mundo entre 2007 e 2011, onde liderava o setor de crescimento de usuários.

"Eu acredito que nós criamos ferramentas que estão rasgando o tecido que faz a sociedade funcionar", declarou o executivo ao recomendar que as pessoas dessem um tempo considerável de seu uso das redes sociais em geral, com o Facebook incluso.

Palihapitiya disse também que "no curto prazo, feedbacks constantes guiados pela dopamina estão destruindo a maneira que a sociedade funciona", referindo-se às interações rápidas do Facebook, com os botões de "curtir" e "amei", por exemplo. "Não há conversa civil, nem cooperação; há desinformação e desconfiança. E esse não é um problema da América, não é sobre anúncios russos: esse é um problema global".

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Quando a pauta virou para um incidente ocorrido na Índia, em que mensagens falsas foram propagadas pelo WhatsApp levando a população local a linchar sete pessoas inocentes acusadas de raptar crianças, Palihapitiya disse que "é exatamente isso com o que estamos lidando", com relação à ânsia irracional que as redes sociais proporcionam aos usuários, que, por sua vez, não se preocupam em conferir a veracidade de informações, julgando-as como verdadeiras imediatamente. Palihapitiya disse, ainda, que ele tenta usar o Facebook atualmente o mínimo possível, e que seus filhos "não podem usar essa m****".

Chamath não é o primeiro ex-Facebook a proferir críticas negativas quanto ao rumo que a rede social está tomando. Em novembro, o primeiro investidor da companhia, Sean Parker, disse que o Facebook se tornou um "objetor de consciência" para as mídias sociais, e que a rede de Zuckerberg consegue "explorar uma vulnerabilidade na psicologia humana". Ainda, segundo Antonio Garcia-Martinez, ex-gerente de produtos da companhia, a rede social sobrevive graças à sua capacidade de influenciar os usuários com base nos dados coletados, e escreveu várias críticas em seu livro chamado Chaos Monkeys.

Mas Palihapitiya também criticou outras redes sociais com o mesmo teor. Segundo ele, investidores em geral gastam dinheiro "em empresas de m****, inúteis e idiotas" em vez de abordar problemas reais, como mudanças climáticas e doenças. Atualmente, o ex-Facebook administra uma empresa própria de capital aberto, a Social Capital, que consegue financiamentos para projetos de setores como educação e saúde.

Você pode assistir à palestra completa no vídeo abaixo (em inglês):

Fonte: The Verge

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