Estudo traz detalhes sobre o uso do Twitter por grupos de movimentos sociais

Por Ares Saturno | 01 de Março de 2018 às 08h54
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Twitter

As notícias postadas no Twitter tendem a ser pouco confiáveis, basta pensar nos exemplos abundantes de agências especializadas em soltar notícias falsas na rede social. Entretanto, para determinadas parcelas da população, o espaço que o site de microblogs proporciona é usado para veicular informações condizentes com os interesses desses grupos de forma independente e, muitas vezes, antes que qualquer agência de notícias o faça.

Um estudo analisou mais de 46 milhões tweets de hashtags ligadas aos movimentos negro, feminista e de asiáticos vivendo nos EUA, entre os anos de 2015 e 2016. Além das postagens, também foram entrevistadas lideranças dos movimentos sociais e jornalistas.

As conclusões do estudo mostram que o Twitter dá voz a esses grupos, servindo como uma plataforma de compartilhamento de informações antes de um determinado tópico de interesse ser abordado pelas mídias tradicionais.

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Além disso, também descobriu-se que jornalistas utilizam as informações postadas por militantes de causas sociais para embasar suas notícias em outros veículos, muitas vezes reproduzindo os conteúdos. Entretanto, essa reprodução é vista como um problema em potencial para alguns dos usuários do Twitter, que se sentem expostos a um público bastante diferente do que pretendiam atingir com suas publicações, o que pode resultar em assédios e perseguições na rede.

Pessimismo na rede

Após a revisão de 23 agências de notícias, foi concluído que as postagens no Twitter têm duas vezes mais chances de conter análises desfavoráveis aos assuntos abordados. Outro dado interessante é que, dentro desses grupos, o número de compartilhamento não corresponde à quantidade de aprovação do tema, uma vez que muitos militantes utilizam o compartilhamento de conteúdos para expor suas críticas em relação ao tema abordado.

"O relatório oferece uma janela para como alguns desses grupos minoritários interagem com as notícias em seus próprios termos, abrindo uma oportunidade para que jornalistas possam se conectar com suas audiências de formas novas e diferentes", disse LaSharah Bunting, diretor de jornalismo na Knight Foundation.

Fonte: Digital Trends

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