Estudo explica por que somos tão viciados no Facebook e como solucionar isso

Por Redação | 08.06.2015 às 11:49
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Independente com o que você trabalha, é quase certo que há uma aba do Facebook aberta em seu navegador neste momento. Afinal, não há problema algum em fugir alguns segundinhos de suas tarefas para dar uma olhada naquela notificação que acabou de surgir ou mesmo dar uma rápida conferida no que seus amigos estão comentando, não é mesmo? Na verdade, há sim.

Pesquisas recentes mostram como nosso cérebro funciona ao trabalhar com a lógica de multitarefa e em como essa constante mudança de foco prejudica nossa concentração e desempenho. Apenas para ter uma ideia, após ser interrompido, são precisos quase 15 minutos para recuperar a atenção em algo que você estava fazendo anteriormente. E, como se isso não fosse ruim o bastante, o mesmo estudo revela que o tempo que conseguimos nos manter focados em algo é significativamente menor do que isso.

Um levantamento feito pela empresa MeisterTask com estudantes mostra que, apesar deles acreditarem serem capazes de se concentrar por cinco minutos ininterruptamente em uma tarefa, a verdade é que a média é de apenas 31 segundos. Em outras palavras, estamos cada vez mais próximos de um peixe de aquário.

E, antes que seu dedo deslize para o Ctrl+Tab que o leva para o Facebook, dê uma olhada neste pequeno gráfico que a companhia liberou com os resultados da pesquisa. Ela acompanhou o padrão comportamental de um jovem que deveria estudar por pouco menos de uma hora e o que foi constatado é que se manter dentro do conteúdo visto em aula foi o que ele menos fez no período. As barras azuis representam o tempo que ele passou estudando de verdade e a longa área em vermelho suas visitas ao Facebook e outras redes sociais.

Pesquisa Atenção

Só que, ao contrário do que possa parecer, a MeisterTask alega que esse sério problema de foco não é reflexo da má vontade dos alunos de se concentrar no conteúdo escolar, mas no poder dessas páginas de atrair o indivíduo a todo momento, seja a partir de notificações, conversas ou a mais pura curiosidade. Como se isolar do mundo sabendo que há tanta coisa acontecendo lá fora?

Tanto que a companhia diz que essa tentação é exatamente a porta de entrada para o comportamento multitarefa dos jovens, que veem no Facebook uma forma de dar aquela pausa na atividade atual para espairecer e, consequentemente, acabar com toda a linha de raciocínio montada até então.

Assim, sendo a rede social o grande atrativo para interromper uma tarefa, a empresa chegou à conclusão de que nosso cérebro cria a necessidade de checar o Facebook a cada 31 segundos, quando o ciclo de atenção acaba. E, por mais que a gente saiba que não deva, o impulso é maior e acabamos cedendo à pressão.

Driblando a tentação

Diante disso, surge a dúvida: como impedir que criemos essa distração que tanto nos atrapalha? Seja com estudos ou mesmo com o trabalho, às vezes o ideal é realmente ficar longe de qualquer rede social para que possamos render devidamente e nem sempre essa é uma tarefa fácil. E a MeisterTask cria algumas soluções para ajudar a prolongar esse período de atenção.

A principal dica nesse sentido é se aproveitar da nossa preguiça para contornar a vontade de checar as notificações e publicações recentes. Começar fechando aquela aba é uma forma bem eficiente de fazer isso, mas você pode colocar pequenas barreiras que vão tornar o processo de desvio de atenção mais trabalhoso e, portanto, menos frequente.

Além disso, ela oferece algumas sugestões mais óbvias, como silenciar aplicativos que emitam algum alerta em seu smartphone ou mesmo pensar que aquilo que é prioridade deve ser finalizado antes que você volte para o Facebook. Isso sem falar que a gente se engaja mais naquilo que consideramos difícil e complexo e que esse senso se urgência serve como uma barreira para a desatenção.

Via: The Next Web