Estudo denuncia produção de notícias falsas e compra de seguidores

Por Redação | 06.07.2017 às 07:40

Um novo estudo conduzido pela Trend Micro revelou que a produção de notícias falsas aliada à compra de seguidores está a todo vapor na internet. Pode-se comprar seguidores por US$ 2.600, sendo que com US$ 240 é possível “contaminar” uma conta no Twitter com comentários fake.

A pesquisa “The Fake News Machine: How propagandists abuse the Internet and manipulate the public” aborda o que motiva a disseminação de notícias não verdadeiras para manipular a opinião pública, bem como táticas como remover curtidas ou postar comentários negativos em determinados artigos, ou, ainda, promover curtidas e comentários com compra de likes.

A Trend Micro acabou descobrindo que nem sempre essas campanhas são feitas por robôs programados, como também são realizadas por pessoas de verdade usando programas de colaboração coletiva. Quando um grupo pretende tirar a credibilidade de um autor, por exemplo, ele pode conseguir fazer com que seus milhares de seguidores duvidem do que foi publicado dentro de algumas semanas com a compra de comentários negativos, que farão com que os leitores pensem duas vezes para formar uma opinião quanto àquele conteúdo. Com cerca de mil dólares é possível comprar 4 mil comentários para esse tipo de ação, enquanto uma conta no Twitter com 200 mil seguidores-robôs custa US$ 240.

A pesquisa também ilustra a cadeia de ações para mostrar como o “ciclo de opinião pública” funciona. Cada etapa é simulada para que, no final, sejam entregues notícias falsas para a população em massa.

Como a internet ainda é um meio de comunicação que vive numa espécie de área cinza em questões como ética e legalidade, a sociedade ainda não sabe muito bem como garantir que o que está sendo lido na telinha seja verdade. “Usar pensamento crítico é necessário não somente para descobrir a verdade, mas para manter o trabalho sério de jornalistas que utilizam a comunicação como método ativista para detalhar uma visão íntegra dos fatos”, disse a Trend Micro.