Empresas de tecnologia removem 40 mil imagens e vídeos com conteúdo terrorista

Por Redação | 04 de Dezembro de 2017 às 16h25

Três das maiores empresas de tecnologia revelaram nesta segunda-feira (4), em um post conjunto, que identificaram e removeram cerca de 40 mil imagens e vídeos que carregavam conteúdo ligado a terroristas. Fizeram parte desse esforço o Facebook, a Microsoft, o YouTube (via Google) e o Twitter.

As assinaturas digitais desse conteúdo foram adicionadas a um banco de dados compartilhado, com o objetivo de manter postagens extremistas fora das plataformas dessas empresas.

Essas gigantes da tecnologia fazem parte do Fórum Global de Internet de Contraterrorismo. Há um ano, foi anunciado o plano de trabalhar na identificação de conteúdo terrorista e compartilhar as impressões digitais (chamadas de "hashes") desse material.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Dessa forma, a iniciativa pretende aumentar o controle sobre a divulgação de material ameaçador. Quando uma empresa detecta conteúdo que viola as políticas sobre terrorismo, suas hashes são enviadas ao banco de dados compartilhado, além de ser retirado da plataforma. Caso haja uma tentativa de republicação em outra rede, esse conteúdo automaticamente é marcado para revisão por um analista humano, para definir sua rápida remoção.

Reação às críticas

A criação do fórum e os resultados divulgados são uma reação às críticas que as empresas de tecnologia vêm sofrendo de governos, que querem mais controle sobre a divulgação de propaganda terrorista.

Outro dado relacionado às medidas implantadas pelas empresas mostra que seus filtros estão mais rígidos. O Facebook anunciou, na semana passada, que seus sistemas conseguiram detectar 99% do conteúdo relacionado ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda. Parte do material foi removido antes mesmo de ser publicado. O Twitter também alcançou esses mesmos 99% em setembro, enquanto o YouTube conseguiu chegar a 83%.

De mudança

O resultado é que os terroristas mudaram de tática. Agora, eles buscam utilizar plataformas menores e mais novas, cujo controle ainda não é tão rígido como acontece nas gigantes.

E essa medida já provocou uma reação das grandes empresas. Sites como Ask.fm, Cloudinary, Instagram (do Facebook), LinkedIn (da Microsoft) e Snapchat vão participar agora das medidas de alimentar o banco de dados compartilhado.

Apenas o Telegram ficou de fora, por enquanto. O serviço de mensagens vem sendo muito usado por grupos terroristas como forma de recrutamento e divulgação de propaganda.

Fonte: Bloomberg

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.