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Em meio a crise interna, Zuckerberg afirma que continua como CEO do Facebook

Por Rafael Arbulu | 21 de Novembro de 2018 às 09h30
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Mark Zuckerberg não vai renunciar ao cargo de CEO do Facebook, segundo resposta do próprio executivo em entrevista à CNN publicada na noite desta terça-feira (20). A pergunta vem em meio à crise de comunicação instaurada na empresa por suas próprias ações, que levaram críticos da rede a exigirem mudanças em sua diretoria. O CEO também aproveitou para confirmar que sua atual COO, Sheryl Sandberg, segue firme no cargo.

“Sheryl é uma parte realmente importante desta empresa... Ela tem sido uma aliada muito importante para mim por 10 anos”, disse Zuckerberg. “Estou orgulhoso do trabalho que fizemos juntos e espero que isso continue por décadas a vir”. No que tange à sua permanência no cargo de CEO, Zuckerberg afirmou: “Isso [deixar o cargo] não faz parte dos planos... Eu não acho, hoje, que isso faça algum sentido”.

A estrutura corporativa da chamada “C-Suite”, ou seja, os executivos “C-level” do Facebook, faz com que Mark Zuckerberg detenha a maior parte do “poder de voto e veto” na empresa, efetivamente eliminando formas de ele ser removido da posição de líder por votação de diretoria, por exemplo.

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Mark Zuckerberg não vai renunciar ao cargo de CEO do Facebook, mesmo em meio às crises de privacidade e tentativas de empurrar narrativas falsas sobre seus concorrentes

A atual crise se deu pela contratação da agência de relações públicas Definers, ligada ao Partido Republicano dos Estados Unidos e que se especializa no que se convém chamar de “pesquisa de oposição” — uma prática comum no meio político, mas praticamente ausente na indústria tecnológica.

A Definers vinha empurrando falsas narrativas em canais críticos ao Facebook, mencionando até mesmo o nome do bilionário George Soros, ligado ao Partido Democrata e constante alvo de afirmações antisemitas. A Definers passou a publicar editoriais não assinados em canais da direita americana, criticando Google e Apple em diversos pontos (uma peça editorial chamou Tim Cook de “hipócrita” quando este atacou, indiretamente, o Facebook sobre questões de privacidade de usuário). Mark Zuckerberg disse não ter, à época, conhecimento do relacionamento da rede social com a agência.

Em um memorando interno obtido pelo site Techcrunch, o chefe da área de Public Affairs do Facebook, Elliot Schrage, assume a responsabilidade pela contratação da agência que, admitiu ele, foi feita no intuito de encaixar na mídia histórias negativas sobre outras empresas, mas que nunca lhes foi atribuída uma função de publicar fake news sobre George Soros.

Schrage anunciou em junho que deixaria o cargo e a empresa para ser substituído por Nick Clegg, que já foi o primeiro-ministro interino do Reino Unido e agora assume o cargo de chefe de políticas globais no Facebook. Sua saída oferece uma solução conveniente a este problema, haja vista que ele assumiu a responsabilidade pela contratação da agência Definers já com um pé na porta de saída da rede social.

Fonte: The Human Code (CNN); Techcrunch (1) (2)

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