Em livro, ex-funcionário do Facebook denuncia abusos de Zuckerberg

Por Redação | 04.07.2016 às 23:09

Antonio García Martínez, um ex-funcionário do Facebook, publicou um livro que está gerando polêmica na imprensa. Batizado como "Chaos Monkeys: Obscene Fortune and Random Failure in Silicon Valley" (algo como "Macacos do caos: fortunas obscenas e falhas aleatórias no Vale do Silício", sem versão em português), a narrativa traz uma série de denúncias corporativas sobre a companhia de Mark Zuckerberg.

De acordo com o autor, que foi demitido da rede social em 2013, o trabalho faz uma verdadeira lavagem cerebral, sendo que os funcionários acabam cultuando o seu CEO: "Ele é seguido por 'crentes fieis' que têm como único motivo de vida trazer todas as pessoas do mundo para a rede social", diz uma das passagens do livro.

Para além disso, Martínez relata uma série de abusos, como a existência de uma polícia interna, a The Sec, responsável por monitorar todas as atividades dos funcionários. A obra também fala sobre mensagens agressivas, mesmo nas palestras do setor de Recursos Humanos. "Não estamos aqui para f****. Vocês estão no Facebook agora e temos muita coisa pra fazer. Então só façam, p****" são alguns dos exemplos.

E as denúncias não param por aí. Segundo Martínez, algumas pessoas chegam a trabalhar por 20 horas diárias, dedicando sua vida ao Facebook. Cartazes para lembrar os colaboradores sobre suas metas fazem parte do dia a dia, com mensagens de ordem, como "Nosso trabalho nunca está pronto", "Abraçar a mudança nunca é o suficiente", "Faça mais rápido", "A jornada está 1% terminada" e "O que você faria se não tivesse medo?".

Contrariando as aparências, "Chaos Monkeys" apresenta Zuckerberg como uma figura autocrata, opressora, mal humorada e que estimula a demissão dos funcionários após quatro anos de trabalho, por já serem considerados "velhos".

Como se tudo isso não fosse suficiente, o autor retrata ainda outra questão séria. De acordo com suas informações, as mulheres são constantemente alvo de preconceito e proibidas de usar roupas curtas e decotadas para que não distraiam os homens na empresa.

Não se sabe se as divulgações são verdadeiras, já que Martinez não apresenta provas em seu livro que até o momento só está disponível nos Estados Unidos. Procurado por diversas fontes, o Facebook se negou a comentar o assunto.

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