É possível ganhar dinheiro no Snapchat (mas é preciso tirar a roupa)

Por Patrícia Gnipper | 23 de Junho de 2017 às 08h28

“Manda nudes” é um verdadeiro slogan dos tempos modernos, já que tirar selfies sem roupa para atiçar os desejos alheios é uma prática comum entre pessoas de praticamente qualquer gênero e classe social. Mas há um grupo de mulheres que está levando essa atividade a sério, e está ganhando dinheiro de verdade vendendo nudes pelo Snapchat.

O que atraiu essas mulheres ao Snapchat é justamente o fato de que, ali, qualquer publicação fica visível por somente 24 horas. Sendo assim, seus fãs acabam comprando um maior número de nudes diariamente, mesmo que o serviço desaconselhe os usuários a distribuírem conteúdo sexualmente explícito. Mas essas garotas são espertas e não compartilham suas nudes nas histórias públicas, deixando esse conteúdo para as histórias privadas.

Funciona assim: a garota “exibicionista” publica uma imagem provocante com as instruções de como acessar seus “shows premium”, cobrando para liberar o conteúdo para o usuário em questão. Uma delas é Stacey Carlaa, que cobra o equivalente a R$ 84 pelo acesso a um show. Em determinado momento, sua lista de convidados marcava 15 pessoas assistindo ao vídeo ao mesmo tempo, o que significa que, se a moça fizesse somente dois shows por semana, ela ganharia algo por volta de R$ 2.500.

O futuro das camgirls?

Desde que a internet surgiu, a pornografia faz parte desse universo. Mulheres exibem seus corpos em troca de dinheiro diariamente, mas, até então, essa atividade ficava restrita aos sites de webcamgirls, ou camgirls, como também são conhecidas. Essas garotas se inscrevem em sites específicos e se tornam uma espécie de funcionárias informais dessas empresas, oferecendo sua imagem em troca de dinheiro. É uma atividade bastante rentável para aquelas pessoas que não têm freios morais e pudores com relação a “vender” seus corpos no ambiente virtual.

No entanto, esses sites ficam com uma espécie de comissão do valor recebido pelas girls, e existem, até mesmo, agências especializadas que recrutam garotas com a promessa de dinheiro “fácil” (entre aspas mesmo, afinal, exibir sua imagem completamente nua na internet não é algo assim tão fácil como se imagina), mas essas agências abocanham uma fatia ainda maior do valor total arrecadado pela garota. Então, partir para uma atividade completamente autônoma em uma rede social como o Snapchat, que é gratuita, pode ser uma boa opção. Por outro lado, trabalhar como camgirl por meio de uma agência especializada traz outras vantagens, como consultoria e mentoria de quem já atua neste mercado há mais tempo.

Mesmo considerando os prós e contras, algumas garotas que já vêm trabalhando como camgirls pelo Snapchat confirmam: estão ganhando muito mais dinheiro dessa forma do que nos tradicionais sites de exibicionismo. E os atrativos não param por aí: essas moças determinam quando e o quanto de tempo levarão para gravar seus vídeos, e administram tudo pela telinha do celular.

Já para os fãs, a vantagem de se acompanhar sua “musa” virtual pelo Snapchat, em comparação com os sites de webcamgirls, é o fato de eles se sentirem ainda mais próximos da vida pessoal da modelo, já que ela também acaba publicando fotos de seu dia a dia para alimentar sua conta e, assim, atrair mais fãs. Acaba sendo uma relação em que todo mundo sai ganhando: os fãs, que ganham acesso a essas garotas, e as modelos, que recebem dinheiro em troca de exibir suas imagens mais íntimas.

No fim das contas, como vivemos em uma sociedade capitalista, tudo é venda. Enquanto algumas pessoas vendem sua força de trabalho intelectual atuando em escritórios com salário e horário fixo, outras vendem suas imagens em programas de televisão recebendo um cachê pelo job. Já estas garotas vendem fotos e vídeos de seus corpos desnudos quando, quanto e como quiserem, podendo investir essa grana em estudos, viagens e bens materiais sem precisar prestar contas a mais ninguém - desde que o plano de internet esteja com o pagamento em dia, e seus smartphones com a câmera funcionando.

Com informações de Vice

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