Dobra número de conteúdos retirados do Facebook pela justiça brasileira

Por Redação | 12 de Novembro de 2015 às 15h20

Em seu levantamento anual sobre transparência em suas relações com governos do mundo, o Facebook colocou o Brasil como um dos países que menos solicitaram a remoção de conteúdo do site. De acordo com a rede social, no primeiro semestre de 2015, o total de postagens bloqueadas cresceu 133% em relação ao mesmo período do ano passado. Pode parecer bastante, mas os números indicam que apenas sete publicações foram retiradas do ar entre janeiro e junho, contra três em 2014.

No entanto, quando se fala em solicitação de dados, a coisa muda de figura. Segundo o Facebook, autoridades brasileiras fizeram, no primeiro semestre deste ano, mais de 1,2 mil pedidos de liberação de informações, impactando 1,9 mil usuários da rede social. Como sempre, a empresa realiza um processo de auditoria e verificação para apurar a validade das solicitações e, como parte desse esquema, apenas 39,9% delas foram aceitas, nem todas de maneira integral, com apenas uma parte do que foi requisitado sendo efetivamente entregue.

A realidade no Brasil se mostra bastante diferente do que acontece no restante do mundo. No globo, o número de retiradas de informação do ar aumentou 112%, enquanto as solicitações por dados dos usuários por parte das autoridades teve um aumento menor, de 18%. Ao todo, foram 20,5 mil postagens deletadas e 41,2 mil requisições.

E os campeões, como dá para imaginar, foram os americanos. Os Estados Unidos foram responsáveis por mais da metade de todos os pedidos de informação feitos no mundo, com 26,5 mil solicitações atingindo 17,5 mil usuários. Em segundo lugar ficou a Índia, com 6,2 mil pedidos e 5,1 mil contas afetadas.

Sobre as retiradas de conteúdo do ar, a situação se inverte. Na Índia, primeira colocada neste quesito, foram 15,1 mil peças de conteúdo retiradas do ar, com a Turquia em segundo lugar, com 4,4 mil postagens removidas. Apesar dos números bastante grandes, o Facebook viu com bons olhos suas relações com os governos durante o primeiro semestre, afirmando que a maioria dos países do mundo não fez qualquer pedido de censura à rede social.

Fonte: Facebook

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