Depois do Facebook, Instagram anuncia ferramentas de prevenção de suicídio

Por Redação | 19 de Outubro de 2016 às 09h23

As selfies postadas no Instagram nem sempre são um retrato real do que a pessoa que aparece na foto está sentindo. Não é incomum nos depararmos com pessoas postando fotos para dividir momentos de angústia, que muitas vezes merecem atenção especial, já que podem ser um indício de que algo mais grave pode estar prestes a acontecer.

Pensando nisso, o Instagram entrou no embalo do Facebook e também está lançando uma ferramenta de prevenção de suicídio para os seus 500 milhões de usuários. A rede social de Mark Zuckerberg oferece o mesmo tipo de recurso desde junho deste ano.

Agora, ao encontrar um post de um amigo no Instagram que suspeita ser preocupante, você poderá relatar anonimamente a imagem, e o seu amigo receberá uma mensagem com os seguintes dizeres: "Alguém viu um de seus posts e pensa que você pode estar passando por um momento difícil. Se você precisar de apoio, nós gostaríamos de ajudar."

A pessoa em risco também será capaz de acessar uma lista de recursos dentro do aplicativo, incluindo os contatos para uma linha de ajuda, dicas e apoio, e uma opção para envio de mensagem ou ligação para um amigo.

Caso um usuário digitar uma hashtag que indica que ele possa tender a querer se automutilar, por exemplo, o aplicativo mostrará uma notificação com o mesmo tipo de apoio. O Instagram já bloqueia uma lista de termos, alguns dos quais dizem respeito a automutilação ou anorexia.

Da mesma forma que o recurso de apoio do Facebook, o Instagram afirma que trabalhou com especialistas de saúde mental, grupos de apoio, e pessoas reais para criar sua ferramenta de prevenção de suicídio.

As taxas de suicídio nos EUA atingiram atualmente seu maior pico em 30 anos, de acordo com o Centro Nacional para Estatísticas de Saúde, sendo mais comum em homens e mulheres com idade entre 45 e 64 anos. O Instagram, no entanto, possui mais da metade de seu público formado por jovens com idade entre 18 e 29 anos. O preocupante, neste caso, é que acredita-se que esta faixa etária seja mais propensa a ter pensamentos suicidas do que aqueles com mais de 30 anos de idade.

Fonte: Digital Trends

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