Congresso dos EUA confirma testemunho de Mark Zuckerberg para o fim do mês

Por Rafael Rodrigues da Silva | 09 de Outubro de 2019 às 17h50
Xinhua / Barcroft Images
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No dia 23 deste mês o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, irá testemunhar perante o Comitê de Serviços Financeiros do Congresso dos Estados Unidos, onde deverá responder perguntas sobre a Libra, criptomoeda do Facebook.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9) por Maxine Waters, representante do Partido Democrata eleita pelo estado da Califórnia e quem presidirá o comitê que irá entrevistar Zuckerberg. De acordo com o anúncio, Zuckerberg será a única pessoa a testemunhar na ocasião, em uma audiência com o nome de “Uma Investigação do Facebook e Seus Impactos nos Setores de Serviços Financeiros e Imobiliários”.

Ainda que as perguntas que o executivo terá que responder não tenham sido reveladas, o mais provável é de que o inquérito como um todo esteja sendo montado para conseguir mais informações sobre a Libra, a criptomoeda que a empresa pretende lançar no mercado em junho de 2020. Desde que a existência da criptomoeda foi confirmada em junho deste ano, o Facebook tem sido intensamente investigado pelos congressistas americanos, pois, ao possuir duas das maiores redes sociais do mundo (Facebook e Instagram), a empresa tem quase que o monopólio sobre os dados pessoais dos cidadãos e sobre os assuntos de interesse deles — e a criação da criptomoeda preocupa os governantes pois pode significar que o Facebook quer transformar esse domínio sobre a informação em um domínio também sobre as finanças dessas pessoas.

Além de chefiar o Comitê de Inquérito que irá interrogar Zuckerberg, Waters também é a autora de uma lei que, caso aprovada, irá proibir que não apenas o Facebook, mas também outra gigante tecnológica (como a Amazon, Google, Apple, etc) posso obter licença para operar como uma instituição financeira, matando não apenas a Libra bem como qualquer outra moeda que possa ser criada por qualquer uma dessas empresas.

A ocasião do inquérito será importante porque é raro o CEO do Facebook se dispor a participar desse tipo de arguição. A última vez que ele foi pessoalmente ao Congresso foi em abril de 2018, quando ficou durante cinco horas seguidas defendendo a empresa sobre o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica.

Mesmo assim, parece que Zuckerberg só está comparecendo a este inquérito por pressão dos congressistas. Segundo o que fontes do Congresso revelaram à revista Forbes, o Facebook havia oferecido enviar para o inquérito Sheryl Sandberg, chefe operacional (COO) da rede social, mas essa sugestão havia sido vetada pelo comitê, que exigiu a presença do CEO.

Fonte: Business Insider

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