Com queda na receita, Facebook já começa a se preocupar com impacto do Adblock

Por Redação | 07 de Novembro de 2015 às 10h45

As extensões que bloqueiam propagandas são as mais novas vilãs da internet. Depois de forçarem o Google a criar o YouTube Red, esse tipo de serviço agora está na mira do Facebook, e já desponta como uma das maiores preocupações da empresa. Afinal, o que poderia tirar mais o sono de Mark Zuckerberg do que uma ferramenta que simplifica a vida dos usuários e, ao mesmo tempo, diminui a receita de sua companhia?

Pode parecer exagero, mas o Adblock e serviços semelhantes realmente estão incomodando a rede social. Tanto que a questão chegou a ser citada pela empresa em um relatório de regulamentação enviado ao governo dos Estados Unidos. Segundo o Facebook, a receita gerada pela companhia a partir de propagandas exibidas em computadores pessoais tem sido impactada por essas tecnologias e isso teve reflexos até mesmo em seu resultado financeiro.

E as coisas não param por aí. Na documentação, a companhia diz que, se esses bloqueadores continuarem a se proliferar, sobretudo na plataforma móvel, os resultados da companhia nos próximos anos também serão prejudicados. O que chama mais a atenção é que essa é a primeira vez em que esse tipo de recurso é explicitamente citado pelo Facebook, o que mostra que ele não apenas está incomodando, mas também prejudicando seus rendimentos.

Como a Bloomberg aponta, a empresa já havia citado em relatórios anteriores o impacto de novas tecnologias em sua receita, mas nunca ficou muito claro o que seria isso. Ao que tudo indica, o Adblock finalmente passou a ser uma pedra no sapato da companhia, sobretudo com a chegada do iOS 9, em setembro, que liberou a distribuição desses bloqueadores em sua loja — ainda que por apenas um breve período de tempo.

De qualquer forma, é fácil entender a preocupação de Zuckerberg. Segundo o Business Insider, quase 95% da receita por usuário do Facebook vem de propagandas e somente 4% é referente a outros meios. Assim, caso essa porta comece a se fechar, a empresa terá de se reinventar para contornar a situação. E levando em conta que as pessoas odeiam qualquer tipo de publicidade online, essa é uma luta que ele vai ter de encarar mais cedo ou mais tarde — e sem o apoio de grande parte de seu público.

Fontes: Business Insider, Bloomberg