Com mais um recorde, Facebook chega cada vez mais perto do YouTube

Por Felipe Demartini | 28 de Janeiro de 2016 às 13h00
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Muita gente pode não ter colocado fé nas alegações passadas do Facebook, de que estava disposto a ser um dos grandes players do mercado de vídeos online – ou, talvez, o maior, como já acontece quando o assunto são as redes sociais. E nesta semana, com a revelação de seus resultados financeiros, a empresa deu mais um passo para comprovar isso, anunciando a obtenção da marca de 100 milhões de horas assistidas todos os meses por seus usuários.

O total é impressionante por si só, e representa também uma mudança de métricas para o Facebook. Pela primeira vez, a empresa passa a apresentar os seus números em termos de horas assistidas, e não visualizações. Isso vem para rebater as críticas de que a companhia estaria manipulando seus dados, de forma a parecer que a iniciativa de vídeo seria maior do que realmente é.

A ideia por trás disso é simples – o Facebook conta qualquer reprodução de vídeo como visualização, mesmo aquelas que acontecem automaticamente na timeline. Para os críticos, esse seria o verdadeiro segredo por trás do explosivo número de oito bilhões de views diárias registrados em outubro do ano passado. Agora, Mark Zuckerberg e sua trupe mostram que não é bem assim.

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Como se trata da primeira vez que temos dados com esse tipo de olhar, é difícil tecer comparações. Elas, entretanto, podem ser feitas com relação ao YouTube, que em julho de 2015, teria ultrapassado as 500 milhões de horas diárias. É muito mais do que o Facebook, claro, mas na ponta do lápis, a perspectiva é ameaçadora, uma vez que, com apenas um ano de foco quase que completo nessa plataforma, a rede social já tem um quinto da audiência de seu rival.

É claro, tudo pode mudar aqui. Para especialistas, o foco que atrai a maior parte do engajamento nos serviços é bem diferente. Enquanto no Facebook quem comandam são os memes, virais e clipes rápidos, o YouTube é a casa principal dos produtores de conteúdo, principalmente vlogueiros e aqueles que trabalham com conteúdo dedicado a games. Estes, claro, também estão na rede social, mas parecem enxergar a plataforma mais como uma forma de trazer os usuários para seu canal do que como um hub efetivo para publicação.

Contam muito a favor do YouTube, também, as ferramentas avançadas de análise, contato com a audiência e customização. A possibilidade de realizar live streamings complexos, por exemplo, e a ideia de que todo vídeo sempre possui relacionados é um fator que aumenta o engajamento aqui, e também coloca o sistema do Google bem à frente.

Mas se os analistas notaram isso, com certeza o Facebook também já o fez, e como o foco no setor audiovisual é total, não deve demorar muito para que sistemas semelhantes também deem as caras por lá. E se o site, ainda considerado “capenga” por muitos, já é capaz de entregar esse tipo de métrica, o céu parece ser o limite se, um dia, ele for considerado como uma verdadeira plataforma para publicação de conteúdo em vídeo.

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