CEO do YouTube fala sobre mudanças de "entrega" de vídeos na plataforma

Por Wagner Wakka | 17 de Abril de 2018 às 18h21
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A vida de quem trabalha no YouTube não tem sido fácil e quem confirma isso é a CEO do YouTube Susan Woycicki. Em post no blog da empresa nesta terça-feira (17), ela ressaltou algumas das prioridades da plataforma para os criadores. “Como vocês podem imaginar, as últimas duas semanas têm sido incrivelmente difíceis para as pessoas que trabalham no Youtube”, confessa a CEO.

No início do mês, a empresa sentiu ao menos dois grandes problemas. O primeiro foi um erro geral que retirou todas as páginas de usuários do ar. Mesmo que o usuário conseguisse acessar o site ou aplicativo da plataforma, ao tentar conectar com um canal, aparecia um erro de conexão com servidor. A plataforma ficou ao menos 3 horas com este problema. Uma dia depois, o escritório do YouTube localizado em San Bruno, na Califórnia (EUA), sofreu um tiroteio, supostamente em retaliação às mais recentes regras de monetização da plataforma.

“Nós sabemos que o último ano não tem sido bom para vocês”, acrescentou Woycicki. Para isso, ela enumerou prioridades para a rede social em 2018. A principal delas é em relação a monetização da plataforma, o que tem causado polêmicas com os usuários. Em janeiro deste ano, a empresa anunciou a necessidade de ter ao menos mil inscritos e mais de 4 mil horas assistidas nos últimos 12 meses para conseguir fazer parte do grupo de parceiros e receber por isso.

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Além da mudança, a plataforma passou a ter problemas em indicar a monetização para os criadores. Vários usuários tiveram problemas em entender se o vídeo estava aprovado para a monetização ou não, o que é representado por um indicador em amarelo (em análise) ou verde (aprovado). “Sabemos que é frustrante quando o ícone de monetização é alternado entre verde e amarelo. Em fevereiro, lançamos uma atualização para nossos sistemas para melhorar a precisão geral e diminuir significativamente o flip-flopping em 90%. Espero que muitos de vocês já tenham percebido isso”, informa.

Ela ainda diz que, neste mês, o YouTube está testando com um pequeno grupo de canais um novo sistema de upload de vídeo, no qual se podem dar informações sobre o que está sendo transmitido ali e comprovar que a produção segue as regras da rede social.

Outro assunto do post é em relação a como os vídeos são entregues às pessoas que se inscrevem nos canais, ou como são apresentados na home do site. Uma reclamação recorrente de criadores é de que, mesmo que os espectadores cliquem no “sininho” (botão de aviso) para serem avisados sobre vídeos novos, a plataforma não informa os inscritos sobre conteúdos inéditos. “Ajustamos como e para quem as postagens são distribuídas na home e no feed de inscritos. Melhoramos muito a classificação e a segmentação para nos certificar de que estamos exibindo as postagens certas para os usuários certos no momento certo”, explica Woycicki.

Além disso, outros dois pontos serão cruciais para a plataforma. O primeiro deles é melhorar a transparência e comunicação com os usuários. Ela ressalta que houve aumento das interações com os perfis do Twitter e a empresa está fomentando a participação em eventos como a SXSW para tirar dúvidas.

Também, a empresa vai lançar novas ferramentas para moderação de comentários e refinar o sistema de strikes para evitar abusos na plataforma. “Vimos uma queda de mais de 75% em flags de comentários nos canais que o habilitaram e, em breve, planejamos expandir isso para 10 idiomas. Fizemos o mesmo para o chat ao vivo, permitindo que os criadores de conteúdo possam revisar mensagens de chat ao vivo inadequadas em todos os idiomas”, pontua.

Fonte: Youtube Blog

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