Campanha de Donald Trump tentou infiltrar funcionário no Facebook

Por Redação | 26 de Setembro de 2017 às 10h35

A campanha eleitoral de 2016 nos Estados Unidos, que decidiu quem seria o novo presidente da república no país, conta com um novo detalhe curioso no início desta semana. A equipe de campanha de Donald Trump tentou infiltrar alguém no Facebook com a finalidade de obter "informações sobre o processo de candidatura a empregos" na rede social.

A descoberta foi feita através de uma troca de e-mails entre Chris Gacek, ex-funcionário do Congresso dos Estados Unidos e que hoje trabalha para a Family Research Council, e Steve Bannon, atualmente chairman executivo do Breitbart News, mas que passou a trabalhar como chefe de campanha de Trump dias após o recebimento do e-mail. A ideia partiu de Gacek, que ficou sabendo, através do LinkedIn, de uma vaga de desenvolvedor de estratégias políticas no WhatsApp e sugeriu a infiltração para Bannon.

"Há uma (vaga) para encarregado de políticas públicas em Washington na divisão de WhatsApp do Facebook", avisou Gacek. No e-mail, o ex-funcionário do Congresso afirmou que considerava a vaga uma "oportunidade perfeita" para apresentar candidatos que pudessem repassar informações valiosas a Bannon. "Isso parece perfeito para que o Breidbart inunde a zona com candidatos de todos os tipos que vão reportar a você (...) com informações sobre o processo de candidatura a empregos no Facebook", explicou Gacek. A partir daí Bannon repassou o e-mail ao diretor de tecnologia do Breitbart News, Milo Yiannopoulos, perguntando se ele poderia envolver a equipe de campanha de Trump neste processo. Yiannopoulos reencaminhou a mensagem a um grupo de pesquisadores, que respondeu que seria difícil atingir o objetivo que eles queriam sem chamar atenção.

Por fim, o plano acabou não funcionando e o Facebook contratou Christine Turner, ex-funcionária no Conselho Nacional de Segurança na gestão Barack Obama. No entanto, a tentativa secreta de encontrar uma maneira de infiltrar um funcionário no Facebook revela o temor dos conservadores norte-americanos que veem o Facebook e outras grandes empresas de tecnologia como apoiadores liberais que suprimem as visões de direita. Sheryl Sandberg, COO do Facebook, é apenas uma das simpatizantes do partido democrata, já que é uma doadora constante e que colaborou para a campanha de Hillary Clinton no ano passado.

Por outro lado, um detalhe importante envolvendo Bannon e a Breitbart News durante a campanha de Trump é que suas notícias foram consideradas "fake news", termo usado pelo magnata para classificar informações contrárias a ele na imprensa tradicional.

Fonte: BuzzFeed

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