Baixa do Twitter revive rumores de compra da rede de microblogs pelo Google

Por Redação | 06 de Agosto de 2015 às 09h05

O Twitter pode ser a rede social preferida de muita gente e contar com milhões de usuários, mas isso não significa que as coisas estão necessariamente boas por lá. Enfrentando uma grave dificuldade de se monetizar e ficando cada vez mais para trás na corrida pela publicidade mobile, a empresa viu seu valor cair para o menor valor desde sua oferta pública de ações. E foi justamente essa queda que reacendeu antigos rumores de que ela estaria prestes a ser comprada pelo Google.

Os boatos sobre uma aquisição são antigos e datam desde antes da abertura de capital. A última vez que se falou no assunto foi em 2013, quando o Twitter ainda se preparava para o IPO e surgiram boatos de que negociações secretas estariam acontecendo entre representantes das duas companhias. O negócio, como sabemos, não foi para frente, mas a ideia não foi esquecida pelo mercado.

A noção geral é que o Twitter não deve apresentar uma melhora significativa nos próximos anos e que, para seus diretores, a compra por uma companhia maior poderia ser uma bela opção. Para o Google, o negócio compensa por marcar definitivamente sua entrada no mundo da mídia social, um segmento no qual ela ainda não tem presença e um histórico de ideias que não deram muito certo.

Além disso, especialistas apontam para uma reserva de US$ 70 bilhões voltados justamente para a aquisição de empresas e tecnologias, uma prática pela qual a gigante das buscas é reconhecida. O Twitter está valendo US$ 19 bilhões de acordo com as avaliações mais recentes e se encaixaria muito bem nessa estratégia, tornando-se uma das aquisições de maior renome já realizadas pela companhia.

Se adquirido, o Twitter funcionaria como uma entidade independente. É claro, recursos do Google poderiam ser associados à rede social e uma única conta poderia ser utilizada para acesso a tudo, desde o site até o YouTube e o Gmail. Essa, porém, seria a única modificação realmente relevante, já que pouca coisa mudaria além disso.

Por outro lado, alguns especialistas apontam para motivos que fariam com que o negócio se tornasse redundante. As mensagens publicadas na rede social, por exemplo, já aparecem como resultados de busca no Google e o sistema de publicidade usado pelo Twitter é o DoubleClick, da gigante. Para alguns representantes do mercado, uma aquisição não teria sentido levando em conta esses dois fatores e ainda poderia levar ao início de uma investigação antitruste por órgãos governamentais, uma situação que a companhia sempre deseja afastar.

É claro que ambas as empresas mantiveram o silêncio sobre isso, evitando comentar sobre rumores e especulações. Não se sabe ao certo se uma negociação desse tipo está acontecendo, ou se chegou a ocorrer em algum momento no passado. Mas, seja como for, rumores de aquisição não são boa notícia para empresas como o Twitter, que continua passando por dificuldades e perde cada vez mais a confiança de seus investidores.

Fonte: Re/Code

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