Backplane, startup de Lady Gaga, declara falência

Por Redação | 12.04.2016 às 19:29
photo_camera Reprodução/Tech Crunch

É, parece que nem tudo que a Lady Gaga toca vira ouro. A startup criada pela diva pop recentemente foi à falência e vendeu todos os seus bens para um grupo de investidores antigos e novos que tentarão reerguer a empresa, de acordo com informações de múltiplas fontes, como escritórios de advocacia que efetuaram a venda e o antigo CEO da companhia.

Conhecida como Backplane, a startup tinha como objetivo criar redes sociais de diversos tipos e acabou sendo levada à ruína por dois problemas principais: financiamento de valores muito altos com termos exploratórios onde nenhum investidor se responsabilizava e um estilo de vida luxuoso dos membros da empresa (que acabaram sugando o dinheiro da companhia). Em resumo, com cinco anos no mercado e US$ 18,9 milhões gastos, a Backplane pode ser considerada um fiasco.

Fundada em 2011, a startup conseguiu um investimento inicial de US$ 12,1 milhões de grandes investidores. Tempos depois, empresas como Sequoia, Google Ventures, SV Angel, Greylock, Founders Fund, Formation 8, TomorrowVentures e Menlo Ventures investiram mais US$ 40 milhões na iniciativa. O plano era que a startup criasse redes sociais de diversos tipos, mas no fim das contas, a única plataforma feita foi a Little Monsters, rede social para fãs da Lady Gaga. Mesmo assim, mais US$ 5 milhões foram conseguidos pela empresa.

Três anos após o lançamento da startup, a companhia não conseguiu dar continuidade ao produto, com várias fontes afirmando que os negócios iam mal. A Backplane tentou se fundir com a Place.xyz, cortando os gastos mensais em US$ 160 mil por mês. Scott Harrison foi contratado como CEO e a empresa foi reestruturada como uma produtora de aplicativo para redes sociais, com 15 mil comunidades e planos de apps para festivais de música.

Porém, com o dinheiro acabando e os investidores relutando para injetar mais verba, os negócios ficaram difíceis. Os termos de contrato também eram ruins, o que afastou novos investidores. No fim das contas, com a necessidade de pagar empréstimos feitos, a Backplane começou a vender seus bens para terceiros, que tem agora a missão de tentar reerguer o negócio.

Com carta branca para começar do zero os negócios, a Backplane novamente pode ser atrativa para investidores. É esperar para ver o que sai dessa história.

Via Tech Crunch