Atirador de Dallas havia comprado arma no Facebook em 2014

Por Redação | 13 de Julho de 2016 às 19h20

O atirador morto após realizar uma emboscada para policiais em Dallas, nos Estados Unidos, havia comprado uma arma AK-47 há quase dois anos em um negócio no Facebook. Micah Johnson matou cinco pessoas e feriu mais sete durante um protesto na última quinta-feira (7). Ainda não está claro se Johnson utilizou a arma adquirida por meio do Facebook para disparar contra os policiais.

Investigadores federais rastrearam o homem que supostamente havia vendido a AK-47 para Johnson. Identificado como Crews Colton, o vendedor afirmou que o atirador não parecia ser um "maluco" e o fato dele ser um ex-militar o fazia um cliente ideal. "Ele não se destacava como uma pessoa louca. Ele se destacou como apenas mais um cara", disse Crews.

De acordo com a lei, Crews não era obrigado a realizar qualquer verificação de antecedentes antes de vender a arma para Johnson. Os dois haviam trocado mensagens no Facebook antes de se encontrarem em um estacionamento na rede Target para concretizarem a venda da arma. "Ele não parecia estranho de qualquer maneira, apenas um cara normal", disse o vendedor. Johnson havia perdido a licença de posse de arma desde que voltou de uma missão militar no Afeganistão.

O Facebook proibiu a venda privada de armas, munições e peças através da rede social em janeiro deste ano, após pressão do governo americano para restringir as vendas online, que eram muitas vezes realizadas sem uma verificação de antecedentes. "Ao longo dos últimos dois anos, mais e mais pessoas estão utilizando o Facebook para descobrir produtos e para comprar e vender coisas uns aos outros. Nós estamos continuando a desenvolver, testar e lançar novos produtos para tornar esta experiência ainda melhor para as pessoas, atualizando as nossas políticas para refletir esta evolução", disse Monika Bickert, chefe de política de produtos do Facebook.

Via The Daily Dot

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