Até que enfim! Twitter reabrirá processo de verificação de contas em 2021

Por Ramon de Souza | 24 de Novembro de 2020 às 20h40
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Poucas coisas são tão desejadas na internet quanto o selo azul de verificação do Twitter. Aquele minúsculo símbolo que alguns usuários da rede social ostentam ao lado de seu nome prova que aquele é um perfil verificado e de utilidade pública — ou seja, ele dissemina conteúdos realmente relevantes para a sociedade. Ter tal distinto, desde os primórdios da plataforma, é motivo de orgulho para os internautas.

Infelizmente, desde 2017, a companhia de Jack Dorsey deixou de oferecer um programa público para que os cidadãos se candidatassem a receber o selo azul — e o motivo para isso é muito simples. Algumas polêmicas reverberaram depois que supremacistas brancos e outras personalidades disseminadoras de discursos de ódio começaram a ser verificadas pela rede social, o que acabou fazendo com que o processo fosse pausado.

Imagem: Reprodução/Claudio Schwarz (Unsplash)

Pois bem. Após anos de muita espera, o Twitter anunciou, nesta terça-feira (24), que vai retomar tal programa no começo de 2021. A rede social não deu detalhes sobre o que você precisará fazer para obter a famigerada credencial, mas publicou um rascunho deixando bem claro que, a priori, seis tipos de personalidades poderão ostentar o selo:

  • Governamentais: contas de pessoas-chave de órgãos governamentais, incluindo presidentes, secretários, ministros, embaixadores e porta-vozes oficiais; para que eles sejam verificados, eles precisam ter citações relevantes em veículos de mídia;
  • Empresas, marcas e organizações: contas representando corporações, incluindo organizações sem fins lucrativos, que tenham uma presença respeitável na web, incidência no Google Search e menções na Wikipedia, por exemplo;
  • Notícias: perfis de veículos de mídia (de quaisquer meios de comunicação, tal como de jornalistas (associados a um jornal ou freelancers/independentes);
  • Entretenimento: perfis oficiais de empresas do ramo de entretenimento, incluindo estúdios de cinema, redes televisivas, plataformas de streaming e afins;
  • Esportes: perfis de atletas, times e organizações esportivas, tal como treinadores e comentaristas esportivos;
  • Ativistas, organizadores e outros indivíduos influentes: esta é, digamos, a categoria de “todo o resto” que não se enquadra nas anteriores. Segundo o Twitter, “pessoas que estão usando o Twitter de forma eficaz para conscientizar, compartilhar informações e galvanizar os membros da comunidade em torno de uma causa, para provocar mudanças socioeconômicas, políticas ou culturais, ou para fomentar a comunidade, podem ser verificadas”.

E quem fica de fora?

Se tratamos acima dos perfis que podem ser verificados, vamos falar agora daqueles que não receberão verificações. A rede social não distribuirá distintivos para perfis que não demonstram um nível de atividade satisfatório na plataforma nos últimos seis meses; que desrespeitem com frequência as políticas de uso da plataforma; e que publiquem conteúdos que “assediam, envergonham ou insultam qualquer indivíduo ou grupo — especialmente com base em raça, etnia, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, afiliação religiosa, idade, deficiência, condição médica/genética, condição de veterano, condição de refugiado ou status de imigrante”.

Caso esteja interessado em ler o rascunho das novas políticas e opinar sobre elas, é possível conferi-lo no site oficial da plataforma.

Fonte: Twitter

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